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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Daqui Ali



Um livro por dia é uma alegria. Até ao Natal, deixaremos aqui uma sugestão diária de leitura. É o nosso habitual calendário adventício, sempre feito de livros. Com as nossas ou outras sugestões, visitem as livrarias independentes e ofereçam livros. 

1. Daqui Ali|Isabel Minhós Martins e Yara Kono|Planeta Tangerina

Começamos pelos mais pequenos e com este pequeno grande livro do Planeta Tangerina. Um livro sobre os primeiros passos, as primeiras conquistas, os avanços e recuos que caracterizam essa apaixonante fase da vida em que o bebé se vai tornando menino.




















Com uma cadência ritmada pelo texto em verso e umas ilustrações deliciosas, acompanhamos os pequenos progressos, as hesitações, o vai-não-vai próprio desta fase do crescimento. Com a motivação acrescida dos adultos que estão por perto, as mãos largam-se pela primeira vez, para serem agarradas logo a seguir. É o Vai! Vem! que todos conhecemos.






















A simbologia da capa e da contracapa é perfeita, remetendo-nos para uma espécie de jogo da glória, onde os jogadores ora avançam, ora recuam. Os primeiros passos que se dão, os primeiros objetos que se apanham, que se perdem... as pequenas conquistas que se alcançam entre o lado de cá e o de lá. Um pequeno livro capaz de nos fazer sentir todo o encantamento que acompanha o princípio da autonomia por parte da criança. Precioso!
Daqui ali | Toda a tensão... Daqui ali | Revolução.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

3. Natal Sem Livros? Não seria a mesma coisa...


3. ASSIM OU ASSADO

A vida é feita de escolhas. Certo ou errado? Frito ou grelhado? ASSIM OU ASSADO? 
Pouco nos importa, porque a nossa escolha de hoje seria sempre o último livro do Planeta Tangerina, com texto de Ana Pessoa e ilustrações de Yara Kono.
Foi amor à primeira vista. E talvez por se sentir amado, o livro teima em seguir-nos por todo o lado. É uma genial brincadeira entre palavras. Há as que se associam, há as que se contrapõem. Juntas, fazem-nos parar a cada dupla página para pensar no que realmente nos transmitem.  A cadência rimada confere-lhe uma quase musicalidade, como se pudesse dançar nas mãos do leitor. 
Na contracapa podemos ler: Bem-vindos a este poema feito de escolhas e alternativas. Agora ou nunca? Agora, respondemos nós. As deliciosas ilustrações de Yara Kono revelam-se uma espécie de casa perfeita, onde se aconchegam as palavras de Pessoa.  


Mole ou duro? Claro ou escuro? Três ou quatro? Cinema ou teatro? Bruxa ou fada? Tudo ou nada? Tarde ou cedo? Amargo ou azedo?


A decisão é vossa. Escolham! Porque Natal sem livros não é a mesma coisa... Parar ou correr? Ignorar ou Ler?     

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Regressos Festejados


São pequenos tesouros que estão de volta, pela mão da editora Kalandraka. Muitos já os conhecem, mas há quem os abra pela primeira vez e continue a encantar-se.  Com a criançada de férias, vale a pena falar deles. 


Eu Não Fui, de Christian Voltz, é uma divertida e hilariante história, centrada na busca de um culpado para o acidente de percurso que uma destrambelhada camponesa sofre logo no inicio. A culpa, porém, parece  querer morrer solteira já que nem a vaca, nem o burro, nem o pintainho, nem o porco... assumem qualquer responsabilidade. 


Numa história de estrutura encadeada e repetitiva, os bonecos e a linguagem levam os mais pequenos a acompanhar a busca  por entre sonoras gargalhadas. O inesperado e não menos divertido final é um convite à reflexão sobre a culpa, mas também à ponderação sobre o papel  que cada animal desempenha.
Arame e colagem são a base de partida para a construção das geniais personagens, identificadoras do universo deste autor.


Ovelhinha dá-me lã, de Isabel Minhós Martins e Yara Kono, é outro dos livros objecto de reimpressão. Ficamos felizes  porque há vários anos que somos fãs da simpática ovelhinha, de olhos ternos e doces, que parece não envelhecer.


Um livro, também ele, com estrutura encadeada e repetitiva, com um texto rimado que cativa miúdos e graúdos. E sim, na Casa dos Hipopómatos, a ovelhinha dá lã em qualquer estação do ano.


– Ovelhinha, dá-me lã.
              – Para que queres a minha lã? 
          – Para fazer um casaquinho
            e ficar bem aconchegado. 
       Se tapar bem a barriga
      já não fico constipado.




No lote dos regressados, está, entre outros, esse eterno O Balãozinho Vermelho, de Iela Mari. Um livro só de imagens que, nos anos sessenta, revolucionou o universo da literatura infantil. A simplicidade da metamorfose de um balão, de cor vermelha, em diversos objectos atravessa as páginas do livro. Balão, Maçã, Borboleta...



 "De todos os meus livros, este é o preferido das crianças, muito mais do que os outros; Entram nele sem nenhum problema. Os adultos, em geral, dizem que não compreendem nada”, dizia a autora.


De frente para trás ou de trás para a frente, este é um clássico que  tem acompanhado várias gerações. Em semana da Páscoa, não esqueçam que os livros também podem ser doces e não estragam os dentes.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Telefone Sem Fio. Vamos jogar?


Ainda sorrimos quando nos lembramos do tempo em que, numa roda de amigos, as gargalhadas soavam bem alto quando se chegava ao fim do jogo. O segredo tinha de ser bem guardado e transmitia-se ao ouvido de quem estava mais próximo que, por sua vez, o transmitia a outro e assim sucessivamente. Até chegar ao último que, finalmente, o revelava. 


A parte mais divertida e hilariante chega quando ouvimos o resultado e percebemos como consegue ser tão  diferente do segredo inicial. O que se perdeu, o que se acrescentou, o que se transformou... Uma deliciosa brincadeira a que a Yara Kono decidiu dar a forma de livro e dedicar aos seus "amigos do peito". Do seu planeta.


O Bernardo sussurra algo  à Madalena, que fala baixinho à Joana, que canta à Isabel, que segreda ao João... 
Hoje há festa na casa do Tiago. É esta a frase que dá inicio ao jogo.


No decurso da viagem, a frase conhece várias mutações. Lago, largo, pedaço de espargo, asa do pato, sapo, gato. Os mais pequenos divertem-se com as trocas-baldrocas de que as palavras vão sendo objecto. Mas também com o facto de entenderem que, apesar de sussurrado ao nosso ouvido, não é difícil transmitirmos algo bem diferente.


As personagens de rostos quadrados, bem ao jeito de Kono, a paleta de cores vivas e alegres, as imagens que, a cada dupla página, parecem conduzir-nos num contínuo movimento para a festa do Tiago,  tornam esta história/jogo ainda mais apelativa e divertida. 


Um livro com marca Planeta Tangerina que pode inspirar miúdos e graúdos para belos jogos no período de férias que se avizinha. Nascido num tempo em que os telefones sem fios não passavam de uma miragem, o jogo continua a ser uma brincadeira irresistível, capaz de juntar gente de todas as idades. Divirtam-se!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Cem Sementes que Voaram


Esperar por outro momento importante, é uma grande especialidade de todas as árvores.


Esta é a história de uma árvore que estava à espera. De esperanças. Esperava o dia mais que perfeito, o dia certo, o dia tal! Por isso, deixou passar os dia frios. Os dias de chuva. Os dias incertos. Esperou pelo calor e finalmente viu as suas sementes soltarem-se. Voarem!


O momento não podia ser mais oportuno. Nunca se terá falado tanto da nossa floresta, nunca se terá prestado tanta atenção às nossas árvores como agora. A tragédia que devastou o país, pintando quilómetros e quilómetros de tonalidades verdes com tons negros e feios, reacendeu também inquietudes e preocupações. Delas, não ficaram arredadas as crianças. Falar-lhes do respeito e da sensibilidade que a mãe natureza espera de nós, é um imperativo.


Cem Sementes que Voaram, o livro agora editado pelo Planeta Tangerina, com texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Yara Kono, é merecedor do nosso aplauso. 


No rasto das cem sementes lançadas pelo sábio pinheiro, as autoras conduzem-nos num percurso onde se somam imprevistos (serão?), mas onde a palavra de ordem é a subtracção. Das 100, 10 acabaram numa autoestrada, 20 mergulharam num rio e foram comidas pelos peixes, 10 caíram em solo rochoso, 25 foram bicadas pelos pássaros... umas desapareceram no papo de um melro guloso, outras foram comidas por um trinca-pinhões, outras houve que aterraram na barriga de um esquilo ou que foram levadas por um menino, algumas até serviram de ninho a dois insectos apaixonados...


Página a página, vamos fazendo contas às que restam. Alimentando a esperança de que as páginas seguintes sejam apenas portadoras de boas notícias. Mas não é isso que acontece. Uma certa angústia apodera-se de nós, leitores. Pequenos e grandes. Porque este é um livro para todas as idades. O ritmo parece alucinante... Restará alguma? No rosto dos mais pequenos surgem riscos de apreensão, de tristeza...



Mas este é um livro com marca Planeta Tangerina. Logo, tudo pode acontecer. Até, imaginem, fazer uma pausa, um parênteses.  São as próprias autoras que o dizem:
(E agora sentamo-nos um pouco a chorar...
Porque, caramba, isto já começa a ser demasiado triste!)


A história poderia acabar mal? Sim, podia. À semelhança de algumas histórias da vida. Mas a natureza também nos ensina que nada se perde, tudo se transforma e as surpresas estão aí. A relembrar-nos que a grande especialidade das árvores é esperar por outro momento importante. Na esperança de que tudo corra bem. 
No final, encontramos algumas das sementes que germinaram a imaginação das autoras para fazer um livro que celebra a resistência das sementes e a inteligência das árvores e da natureza.
Um livro inteligente, acrescentamos nós, que celebra muito do que um livro pode ser. Seguramente, um dos livros do ano para os Hipopómatos.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Com Três Novelos (O Mundo Dá Muitas Voltas)

 Agulha-vai, agulha-vem...  a liberdade também pode passar por aqui. 


Com texto de Henriqueta Cristina e ilustrações de Yara Kono, a história, baseada em factos reais, conta o percurso de uma família que, no final dos anos 60, decide deixar para trás um Portugal asfixiado pela ditadura e partir em busca de um lugar livre para viver.


A filha, que agora nos conta a história, tinha apenas oito anos e guarda a memória de um país com muito sol, mas onde poucos meninos iam à escola. Os pais viviam de testa franzida e um dia, depois de ouvir a palavra "exílio", partiram. 

 

No novo país, muito arrumado e organizado, todos os meninos iam à escola. A ruga da testa do pai até desapareceu. Mas por pouco tempo. A mãe, que sabia tudo de malha, estranhou que nas lojas só se vendessem camisolas de três cores. Cinzentas, verdes e cor de laranja.


Enquanto observavam os meninos que iam para a escola, as rugas voltaram.  "Parecem um exército a marchar nos seus uniformes" - sussurrou a minha mãe ao meu pai. 


A cidade foi ficando cada vez mais cinzenta. O Inverno arrastava-se frio, longo e triste. Como  a monotonia das cores.  As mesmas cores, sempre as mesmas cores e as mesmas formas... 
As saudades do sol, dos avós e dos amigos pesavam.


Mas as rugas voltariam a desaparecer quando a mãe, lançando mão dos três novelos e das mesmas cores, sempre as mesmas cores, desencadeou uma pequena revolução. 
Agulha-vai, agulha-vem...No vaivém das agulhas, a liberdade de mudar invadiu a cidade. 


A mesma liberdade que parece percorrer, igualmente, as ilustrações de Yara Kono. É fabulosa a forma como, com as mesmas cores, sempre com as mesmas cores,  a ilustradora nos mostra a revolução das cores vivida na cidade. 


Uma criativa e genial forma de tratar um tema que, parecendo tão distante, nos lembra coisas de todos os dias. Talvez por isso, acabámos a leitura, acompanhados pelo Sérgio Godinho:  
Só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ABZZZZ...

O seu filho é daqueles que nunca mais adormece? ABZZZZ...
Dos que inventa sempre mais um pretexto na hora de apagar a luz? ABZZZZ...
Dos que travam batalhas intermináveis com o sono? ABZZZZ...

ABZZZZ... uma solução cientificamente testada. 


No nosso laboratório não falhou. Hipopómatos grandes e pequenos têm tido noites bem mais tranquilas desde que o livro do Planeta Tangerina,  escrito por Isabel Minhós Martins e ilustrado por Yara Kono, passou a dormir cá por casa.


Confessamos a nossa paixão por livros abecedários. De nomes, cores, bichos, ideias, sensações, formas... Coleccionamos tudo! Mas um ABC do sono? Estamos sonolentamente rendidos!


Na contracapa, as autoras deste ABC vão logo avisando que,  se tudo correr bem, o livro nos fará adormecer muito antes do abecedário chegar ao fim... 


Num abrir e fechar de olhos, deixamo-nos embalar.
B- Está provado cientificamente: os bocejos são contagiosos. 
C-O sono é um programa de arrumar o cérebro. Pensa nas vantagens: só tens de dormir umas horas e o teu cérebro arruma-se sozinho!


Um livro em discurso directo, onde as perguntas, quase sempre formuladas num registo desafiante,  parecem revestir-se de extrema eficácia. 
E tu, a que letra chegarás?
O que esperas?
E agora, o que é que vais fazer?
Enquanto não dormes não chega a manhã, não sabias?
O que é que estás aqui a fazer?
Mas os teus pais não são corujas, ou são?



Aqui e ali, uma ou outra provocação afigura-se-nos garantia de sucesso junto dos mais pequenos. Mesmo dos mais agitados! 
F- Finca-Pé -(...) Mas se queres ser um sempre-tonto-em-pé, tudo bem, tudo bem...



Com uma letra por página, o fabuloso  e divertido texto  de Isabel Minhós Martins casa na perfeição com a magistral simplicidade das ilustrações, num registo quase infantil, bem ao jeito de Yara Kono. Tudo somado, este ABC resulta num livro original e irrequietamente imaginativo.


Enquanto as pálpebras não fecham, vamos encontrando pensamentos que são como mosquitos,  ou camas que precisam de uma boa noite de sono logo que chega a manhã. 


Já diziam os sábios mais antigos: "Quem acorda pássaros, semeia tempestades". Pleno de criatividade, por entre todos os bocejos, este é ainda um livro que se desliga sozinho! E mais não dizemos. 
ABZZZZ... Obrigatório para quem tenha insónias. E para quem não tenha.


Já estão a bocejar? Adormeceram? N-Ã-O!! Esperem... Não queremos ser "uma batata podre"!!!!


ABZZZZ...

sábado, 14 de dezembro de 2013

UMA ONDA PEQUENINA

E o livro é... Uma Onda Pequenina. 
Dizem que são livros em papel, interactivos e digitais, para descobrir com as mãos e com todos os sentidos. Quisemos experimentar e ficámos bem salpicados por este mar do Planeta Tangerina! Estão à espera de quê? Mergulhem!



Dia 1- Virginia Wolf, Kyo Maclear e Isabelle Arsenault, Éditions de la Pastèque.
Dia 2 - Jane, le renard & moi (versão francesa), Isabelle Arsenault e Fanny Britt, La Pastèque. 
Dia 3 - MAMÃ, Mariana Ruiz Johnson, Kalandraka. 
Dia 4- O SENHOR PINA, Álvaro Magalhães, desenhos de Luiz Darocha, Assírio & Alvim.
Dia 5- THE DARKLemony Snicket e Jon Klassen, Orchard Books.
Dia 6- O livro do ano, Afonso Cruz, Editora Objectiva.
Dia 7- FOG ISLAND, Tomi Ungerer, Phaidon.
Dia 8- IRMÃO LOBO, Carla Maia de Almeida e  António Jorge Gonçalves, Planeta Tangerina.
Dia 9- Le ChaperonJimi Lee, Grandir.
Dia 10- A menina de vermelhoAaron Frisch e Roberto Innocenti, Kalandraka.
Dia 11- OUVRE CE PETIT LIVRE (versão francesa), Jesse Klausmeier e Suzy Lee, Kaleidoscope. 
Dia 12- ESTE ALCE é MEU, Oliver Jeffers, Orfeu Negro.
Dia 13- THE DAY THE CRAYONS QUIT, Drew Daywalt e Oliver Jeffers, Harper Collins.
Dia 14- UMA ONDA PEQUENINA, Isabel Minhós Martins e Yara Kono, Planeta Tangerina.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tantos Animais... Na Era Tangerina

O que é que o Planeta Tangerina tem? BOP... BOP... O prémio de melhor editora europeia de literatura infantil! Uma distinção que premeia a inovação e a criatividade de um extenso e magnífico trabalho de uma pequena equipa. Esta é a era tangerina e muitos terão  já dificuldade em lembrar  o tempo em que ainda não existia. 
Os Tangerinas são mesmo bons e há já algum tempo que ganharam lugar nas estantes das melhores livrarias da Europa. Uns dias antes de receberem o prémio, tínhamos tocado o seu "corazón" na livraria La Central, em Madrid. Os parabéns chegaram de todo o lado. Agora é tempo de dizer, muitas vezes, OBRIGADA!
E de continuar a falar do mérito do que fazem. Tantos Animais E Outras Lengalengas de Contar é o último livro editado. Não, não é apenas mais um livro de lengalengas... Com texto da professora Manuela Castro Neves e  ilustrações da Yara Kono, de quem falámos recentemente aqui, estas são lengalengas construídas a partir de modelos matemáticos.
Eu e tu, querida amiga, 
moramos na mesma rua.
Quantos passos,
quantos passos,
vão da minha casa à tua?
- Se forem passos de gigante,
acho que são 2 ou 3.
- Se forem passos do meu pai,
talvez 203.
O baile vai começar.
Cada qual arranje par.
6 meninos ali estão.
Quantos pares se formarão?
Porque a matemática continua a ser um "bicho-de- sete- cabeças", este é um bom exemplo de como a podemos"descomplicar "...  
Brincar com os números e casá-los com as palavras!  As ilustrações de traço "infantilizado", bem ao jeito  da  Yara Kono, fazem o resto... 
1, 2, 3, 4
quantos pelos tem o gato?
Esta corrida é diferente.
Há prémios p'ra toda a gente!