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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

FANTASMAS

 




Fantasmas | Clara Rowland e Madalena Matoso | Planeta Tangerina


Pode parecer estranho andar com os fantasmas debaixo do braço, mas é o que temos feito desde que este pequeno e fantasmagórico livro nos chegou às mãos. Por entre sombras, ecos e algumas estranhezas fomos, completamente, "apanhados" por estas criaturas. Não nos saem da cabeça e já nos levaram por inúmeras histórias, alguns filmes e outros tantos livros. Entrámos em casas, museus, galerias...  Será isto o poder dos fantasmas?



 





















Quando inicia a busca, o leitor já está avisado. Neste livro, cruzam-se histórias imaginadas com outras encontradas em livros, quadros, fotografias ou filmes. É uma espécie de inventário dos fantasmas e de lugares onde as criaturas nos podem assombrar. Ou não. Espelhos, sons, sombras, roupas, casas, cartas, nomes, fotografias e cinema. São nove as áreas escolhidas para explorar a vida dos fantasmas. Afinal, não tão diferente da nossa.























Rowland desafia o leitor a atravessar um universo onde se misturam coisas de todos os dias, histórias do imaginário e outras que nos reportam para o mundo dos livros, da fotografia, do cinema, da arte em geral. De forma singular, conduz-nos numa viagem por camadas onde mistério e realidade se fundem numa multiplicidade de caminhos. Será este o poder dos fantasmas?























A propósito dos espelhos, revisitamos Alice. No país das maravilhas e Do outro lado do espelho. Relembramos o conto de João Guimarães Rosa, O espelho e regressamos a Ovídeo e ao seu Narciso. Instalamo-ns confortavelmente porque queremos ver O circo de Charlie Chaplin ou A Dama de Shanghai de Orson Welles. Na senda das misteriosas criaturas, por entre sombras, roupas ou cartas, embrenhamo-nos nas obras de Marcel Proust, Júlio Cortázar, Franz Kafka, Nikolai Gogol, Lao Tsé... Descansamos na poesia de Drummond, revisitamos Oscar Wilde e o seu eterno Fantasma de CantervilleT.S.Eliot e o seu maravilhoso O Livro dos Gatos Práticos do velho Gambá. 


Sem nos darmos conta,  revisitámos Peter Pan, piscamos o olho a Carlo Collodi e a Pinóquio e relembramos Hans Christian Andersen. As fantasmagóricas criaturas não são indiferentes a Tintim e nós, leitores, recuperamos o fôlego nas linhas de um poema do querido Manuel António Pina. Que poder têm estes fantasmas! Depois de visitar galerias e museus, de seguirmos nas sombras de Lourdes Castro, de tocar a parafernália de fotografias de Vivian Maier, já estamos outra vez colados ao ecrã pela mão dos grandes mestres como Fritz Lang, os Irmãos Lumière,  Georges Méliès,  Alfred Hitchcock ou Manoel de Oliveira. Com o leitor completamente enfeitiçado, não surpreenderia se Romeu e Julieta lhe abrissem as portas. 

























De formato pequeno e apelativo, este é um livro fantasmagoricamente fascinante. As
ilustrações de Matoso dão casa a todos os fantasmas que aqui quisermos encontrar. Numa simbiose perfeita, é nelas que eles se dissipam ou evidenciam. De acordo com a sua própria vontade, porque é de fantasmas que falamos. Será?
Sem qualquer sombra de dúvida, com muitos ecos e nomes na cabeça, esta é uma das nossas escolhas para o ano de 2025. 


terça-feira, 7 de outubro de 2025

Três Grandes Perguntas
























Três Grandes Perguntas - (Toda) a Ciência em três grandes perguntas | Philip BallBernardo P. Carvalho | Planeta Tangerina



Pode ser um livro feito a pensar nos mais jovens, mas apaixona leitores de todas as idades. É uma espécie de Tratado de Clareza sobre a Ciência. Mas também podia ser um Manifesto, de apurado sentido crítico, sobre a forma como ela continua a ser ensinada nas escolas. Hoje, como há centenas de anos, a Ciência continua a ser um bicho de muitas cabeças. Sobretudo, para os jovens.



























Philip Ball é formado em Física e em Química. É, também, escritor e apresentador. Durante mais de vinte anos foi editor da revista Nature. Dono de uma obra já premiada, foi enquanto pai que sentiu necessidade de transmitir de forma mais concisa a essência da Ciência às suas filhas. Levá-las a pensar, de forma construtiva, sobre a maioria dos conteúdos de Ciência que encontram nos currículos escolares e na vida.

É disso que se trata. Da importância de poder e de saber pensar sobre as coisas. De fazer as perguntas certas no caminho que conduz à obtenção das respostas e dos resultados. Precisamos que nos ensinem a pensar e não a papaguear números e factos que já esquecemos no dia seguinte. Um trabalho que é tão necessário fazer quanto encontrar as pessoas certas para o levar a cabo. 



























Mel é a jovem protagonista a quem tudo vai sendo transmitido. Coadjuvado por três personagens cientistas, o autor transporta-a numa magnífica viagem pelo mundo da Ciência. A ela e aos leitores, provocando-nos o interesse, despertando-nos a curiosidade, levando-nos a querer vestir a bata branca e, acima de tudo, a adquirir conhecimentos com grande naturalidade. 

Uma viagem proporcionada a meias com Bernardo P. Carvalho, que assina as ilustrações com a sustentável leveza do seu traço, inundando-nos os olhos de cores enquanto harmoniza na perfeição os seus desenhos com as palavras de Ball.

















Mas a maior descoberta que os jovens leitores podem fazer é que este é um percurso onde a imaginação é mais importante que o conhecimento. Quem o disse foi o grande e insuspeito Albert Einstein.

No prefácio que assina, Joana Gonçalves de Sá confessa-se fascinada pelo livro e aponta como uma das razões, o facto de ser

(...) um livro que está sempre a repetir que, em Ciência, o que importa são as perguntas. Isto é raro, porque a maioria dos livros de ciências está absolutamente cheia de respostas e de certezas. Aliás, parece que as escolas existem para nos ensinar que respostas dar nos testes e o que escrever nos relatórios, mas a vida de cientista é estar sempre a tentar perceber o "que" e "como" perguntar (...).

Não podíamos estar mais de acordo. Tanto no fascínio, como nas observações. E apetece-nos voltar a Einstein e às citações que o livro nos fornece: o valor da educação escolar, não é a aprendizagem de muitos factos, mas sim treinar a mente para pensar. 

Porque continuará a ser tão difícil levar isso à prática nas escolas?



























De que serve andar com um número na cabeça (como a velocidade do som) quando se pode ir buscá-lo sempre que é preciso?


A pergunta terá sido formulada por Einstein. Mas, seguramente, foi pensada por milhões de pessoas de todas as gerações sempre que instados, diariamente, a "fixar" para debitar números e mais números, factos e mais factos. Afinal, como diz Ball, os melhores e as melhores cientistas não são os que sabem todas as respostas, mas os que pensam nas melhores perguntas. Essa é a essência da Ciência. E é, também, o que torna este livro essencial. Para jovens e não só. Para os que gostam da Ciência e para os que pensam não gostar.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Todos Juntos


 






















Todos Juntos | Maria Nogueira Nössing | Planeta Tangerina


Uma avó, uma menina, um bebé, uma mãe-tigre, duas fatias de pizza, uma flor, um pássaro, um extraterrestre, um cão, uma meia, uma pedra, uma pessoa com cabeça de maçã, uma letra... O que faz esta multidão dentro de um livro? O que têm em comum personagens tão diferentes?

























A resposta é simples: a vontade de estar juntos! De forma simples e divertida, a cada dupla página, o leitor vai constatando a manifestação desse desejo, ao mesmo tempo que uma parafernália de objectos e de acções lhe retém a atenção. À medida que avançamos pelo livro,  conhecemos melhor os protagonistas, o que gostam de fazer, a forma como ocupam os seus dias.
























Os programas multiplicam-se e continuamos a vê-los partilhar a vida, sempre juntos. É, afinal, o que fazem os amigos. Na praia, no parque, na livraria, no teatro, em casa... Nos aniversários, quando algum faz anos, nos almoços, nos jantares, nos espectáculos ou na construção de uma casa em que todos se propõem ajudar. A cada dupla página surge uma nova proposta de atividade que todos aceitam com alegria e boa disposição. Brincam, leem, cozinham, passeiam... sempre juntos. A brincadeira contagia o leitor. À medida que avançamos pelo meio do grupo, vamos descortinando ligações mais próximas, sintonias recorrentes, traços da identidade de cada um. 


Simplicidade e diversão marcam esta narrativa predominantemente visual onde os mais pequenos encontrarão, certamente, afinidades com os originais protagonistas e com muito do que eles fazem. Irão percorrer as páginas vezes sem conta. Vão querer voltar à praia, ao parque, às brincadeiras, ao tanto que lhes escapou. A autora sabe disso e, no fim, deixa umas quantas pistas para novas viagens. O livro é-nos dedicado: "Para todos nós que andamos por aqui". O convite fica feito e a ode à amizade também. Entrem, juntem-se a eles e divirtam-se. Pode ser na livraria. Ou em qualquer outro lugar. Todos juntos.


quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Gato Comum




Gato Comum | Joana Estrela | Planeta Tangerina


Tudo por aqui aparenta ser comum. O gato, a família, a casa, as rotinas. O que nada tem de comum é a mestria com que Joana Estrela, alicerçada na simplicidade das coisas de todos os dias,  constrói uma história intensa e tocante, levando o leitor a apropriar-se desta ou daquela vivência. Quem tem animais domésticos conhece a inevitabilidade da dor quando chega o momento de nos deixarem. Nesta história, a longevidade do gato faz adivinhar a proximidade do fim.



 



Manel, o gato da casa, tem a mesma idade de Cristina, a adolescente de 17 anos, filha única da família. É ela que abre as portas da casa para contar o que o leitor cedo percebe serem os últimos dias de vida do gato. O relato da rapariga é feito de memórias, de cumplicidades, de hábitos e rotinas, do muito que o Manel deu e recebeu, das suas manias, dos seus dias. Enquanto a morte não chega há por aqui a celebração de toda uma vida.







































A história do Manel é também a história das pessoas com quem partilha a vida, Cristina e os pais. O leitor conhece um pouco de cada um. Do que os une, do que os separa. O livro chegará ao fim e os dias do Manel também. A terrível frase que nunca queremos ouvir está mesmo atrás da porta: O Manel já não tem qualidade de vida. 
São dias amargos e tristes. A decisão tem de ser tomada, mas não é consensual nem constante. Porque muito dela se toma com o coração.







































"É sábado de manhã. O gato ainda está vivo. Mas também ainda está a morrer." 

Há muito para reflectir enquanto nos demoramos nesta casa. Dor, luto, morte, eutanásia. Retalhos de uma vida que se celebra, retratos da adolescência, o amor incondicional pelos animais que adotamos, as indecisões e a coragem sempre necessárias nos momentos difíceis, o fortalecimento da família... Há por aqui muitas histórias dentro da história.
O livro integra a coleção Dois Passos e Um Salto, onde a autora já assinou "Aqui é um Bom Lugar"(a meias com Ana Pessoa) e "Pardalita". Num tempo em que continuamos a ouvir recorrentemente que as nossas crianças se perdem para a leitura à medida que vão "adolescendo", estes são preciosos incentivos a que, seguramente, não ficarão indiferentes.







































Neste regresso de Estrela à BD, um reino  que parece seu por direito próprio, aplausos para este excepcional gato comum.


sexta-feira, 19 de abril de 2024

O Ponto Em Que Estamos

 













O Ponto Em Que Estamos | Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho | Planeta Tangerina


A dupla é de peso e o livro também. Aqui é tudo grande. Desde as coisas existentes na natureza às atrocidades cometidas pelos homens. A realidade é dura e o desafio que enfrentamos consiste em saber a velocidade e a proporção com que uns se irão sobrepor aos outros. Há por aqui um grito de alerta. De um planeta (Tangerina) para outro. Para gente de todas as idades. 



Montanhas de saldos, oceanos de promoções, florestas de preços baixos...

Podíamos estar de passagem por um qualquer centro comercial, numa rua amontoada de lojas, numa de muitas superfícies atulhadas de inutilidades... mas estamos nas nossas vivências diárias, na rotina dos nossos dias e conseguimos ver tudo isto quando prestamos atenção. Falar de alterações climáticas já não é só urgente. É preciso actuar, mudar hábitos, renovar mentalidades, sensibilizar os mais novos. E os mais velhos. Este livro é um ponto de encontro obrigatório para todas as gerações. 


Carros mais pesados que hipopómatos, perdão,  que hipopótamos. Telemóveis de novíssima geração, enxames de carregadores avariados, baleias com desconto em cartão, vulcões de sapatos por estrear...

No making of do livro, que podem ler no site da editora, Isabel Minhós Martins conta-nos que a ideia deste livro a acompanhou durante algum tempo.  Queria fazer a comparação entre o tempo da natureza e o tempo das coisas humanas, aquelas que consumimos e se esfumam num instante. No dia em que viu um anúncio de uma conhecida marca de móveis que dizia apenas “Montanhas de saldos”, soube que o livro era para avançar.




A opção pelas coisas grandes existentes na natureza é tão genial quanto os incríveis jogos de palavras que lhe permite obter. O resultado é a gigantesca clareza com que se evidenciam os grandes males de que padece o nosso planeta.  O desperdício ou o consumo desenfreado, por exemplo, são detectados, de imediato, neste pequeno grande livro onde  há arquipélagos de roupa fora de moda, cardumes de bifes, iogurtes, abacates, cascatas de comida abandonada, rebanhos (e mais rebanhos) de embalagens, cordilheiras de copos descartáveis... 






































"O caos do nosso planeta neste livro até consegue ser bonito. As páginas parecem quadros do Miró". 
Foi assim que um dos nossos meninos leitores se referiu às ilustrações de Bernardo P. Carvalho que, misturando desenho e colagem, nos conduz por este universo de entregas super-rápidas de forma empolgante e algo naïf.  A cada página, os múltiplos detalhes vão revelando sinais de uma tragédia anunciada com que todos estamos familiarizados. Objetos abandonados e deixados ao acaso, lixo e iates que parecem nascer no mar, o negro do betão e os automóveis que aparentam multiplicar-se mais do que formigas, jatos e helicópteros que ocupam o lugar das estrelas no céu.





































Na contracapa do livro, em jeito de antecipação, podemos ler: 
"Este talvez seja um livro triste - e as pessoas, sobretudo quando se trata de livros que também são para crianças, quase sempre preferem livros felizes, esperançosos". 
Os autores concordam, a esperança é a coisa mais importante do mundo. Mas não deixam de concluir que "este só é um livre triste se continuar tudo na mesma. Se ninguém pestanejar, se ninguém se incomodar, se ninguém decidir mudar.





































Porque a mudança é mais do que necessária e urgente, façam o favor de se incomodar! Façam-no com as crianças. Este é um livro que não se esquece, que se mantém aberto. Porque os arquipélagos de roupa fora de moda, os vulcões de sapatos ou as constelações de betão não nos saem da cabeça. Pode ser triste, pode ser duro, mas a verdade é que este é o ponto em que estamos.


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Por Exemplo, uma Rosa



Por exemplo, uma rosa | Ana Pessoa e Madalena Matoso | Planeta Tangerina


Um livro pode ser muita coisa. Tanta coisa! Por exemplo, uma casa. É quando temos vontade de habitá-lo uma e outra vez. Queremos explorar cada compartimento até sentirmos que conhecemos os “cantos à casa”. Ou não. Porque, às vezes, o desafio é tão grande que por mais voltas que demos lá dentro, fica a certeza de restar sempre alguma coisa por descobrir. Então voltamos.






Por exemplo, uma Rosa é um desses livros. Dezenas de objetos, de formas e de palavras povoam as páginas como se o mundo ali coubesse. Coisas, animais, plantas, astros, tudo o que se vê e não se vê. São-nos familiares. Há uma consonância perfeita entre palavras e imagens, ambas distendidas pelas duplas páginas como se de um “open space”  se tratasse. E depois chegamos a essa dupla em branco apenas preenchida com palavras. Todas distintas entre si. Porquê estas, perguntará o leitor. O desafio já está lançado, mesmo que ainda não se tenha apercebido. 








































O pensamento já se passeia por ali, ávido de discernir o que o livro pode querer de si. Mas este não dá tréguas. Há toda uma parafernália de coisas nas páginas que estão por abrir. As que giram e rodam, as que abrem e fecham, as que vão e vêm. Também há as que picam e cortam, mas dessas ficamos a saber que a autora não gosta delas. Qual o sentido de tudo isto, continuará o leitor a interrogar-se.









































Entre coisas que voam e coisas que caem todas têm um nome. As que se veem e as que não se veem, as que existem, as que já pertencem a um tempo passado, as que ainda estão por vir. Há aquelas em que podemos pegar, outras que só imaginamos, as que podemos observar, as que podemos cheirar... 

Mas qual o sentido destas coisas? Por exemplo, uma rosa. A palavra rosa é uma rosa? E se fizermos um desenho de uma, o desenho é uma rosa? Podemos oferecer a palavra rosa? E quantas pessoas com o nome Rosa conheces? Sim, as palavras designam as coisas. Mesmo as que não conseguimos ver. Por exemplo, o teu pensamento enquanto vives dentro deste livro. 








































Há muitas coisas diferentes com o mesmo nome. Por exemplo, cão. Sabes quantos tipos de cães existem? E também já reflectiste sobre o tamanho das palavras?  Há de todos os tamanhos. Até há palavras pequenas que designam coisas grandes e palavras grandes que são nomes de coisas pequenas.. Já pensaste nisto tudo? Sim, é desafiante. Tão desafiante quanto dizerem-te que podes ser tu, leitor, a escolher um fim para este livro. Sabendo, de antemão, que esse fim não é o fim. 























Diferente     surpreendente     único     fantástico     marcante     imperdível  
São muitas as palavras que poderíamos usar para designar este livro. Ana Pessoa já nos habituou à sua “arquitectura” de linhas desafiantes, originais, subtis, inteligentes e envolventes. Por exemplo, uma pessoa. O nome é uma pessoa? Neste caso, uma dupla pessoa?
As ilustrações de Madalena Matoso não deixam nada ao acaso e no seu estilo inconfundível, com uma paleta de cores fortes e quentes, vai contribuindo para transformar esta casa num verdadeiro espaço de aconchego. 
É bom que te prepares, leitor, porque há por aqui muito para fazer. E não é só brincar com as palavras e as imagens ou com os seus significados. Também não será só dar nome às coisas ou entrar nos jogos e desafios. Há muito para ver, para descobrir, para cheirar, para imaginar...
Afinal, um livro é um livro é um livro é um livro.