terça-feira, 5 de junho de 2012

Um Livro Para Todos Os Dias



Sim, é verdade, há livros para todos os dias. Como este que o Planeta Tangerina reeditou recentemente e de que tanto gostamos! 









 Há livros, como este, que são para pequenos e grandes.



Há livros, como este, que todos devíamos ler.





 O que não pode haver é dias sem livros! Dizemos nós, os Hipopómatos...


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Che cos'è un bambino?

Hoje é o melhor dia do mundo, ou o dia do melhor do mundo, ou o melhor mundo do dia…!?!?!? Já estamos a confundir tudo. É da emoção.
Já temos o dia, mas saberemos nós O que é uma criança? Sabemos responder a o que é um carro?, o que é uma casa? ou o que é uma dor de barriga? Mas o que é uma criança?


 
Beatrice Alemagna fez um estudo muito atento sobre o assunto. Este livro é pura beleza dedicada ao conhecimento deste ser ainda indecifrável. Chegaremos a alguma conclusão? Não podemos garantir. Mas apostamos que se vão deliciar. Atenção às adaptações! Não resistimos a este texto e tivemos de o copiar, ainda que adulterado (lá está, coisas de adultos).
Já descobrimos várias coisas:



Uma criança é uma pessoa pequena. É pequena só por um bocadinho, pois torna-se grande. Cresce sem ninguém fazer caso disso. Piano piano e em silêncio, o seu corpo vai alongando. Uma criança não é uma criança para sempre. Um belo dia muda.
Uma criança tem mãos pequenas, pés pequenos, orelhas pequenas…mas nem por isso tem ideias pequenas. As ideias das crianças, na volta, são enormíssimas, divertem os crescidos, fazem-nos abrir a boca e dizer: “AH!”




As crianças têm desejos estranhos: usar sapatos brilhantes, comer algodão doce ao pequeno-almoço e ouvir a mesma história vezes sem conta.



Também as ideias dos grandes são, por vezes, estranhas para os pequenos: tomar banho todos os dias, cozinhar feijão-verde em manteiga e dormir sem o cão amarelo. «Como é possível?», questionam os meninos.




Beatrice Alemagna traça um retrato fiel da criança, captando cada pormenor que, normalmente,  passa despercebido. Principalmente aos mais crescidos. Mas há ainda uma pontinha de esperança para todos os cãezinhos amarelos... as crianças que decidem não crescer mais. Aquelas que guardam um mistério dentro de si e que ainda se comovem com as pequenas coisas, como um raio de sol ou um floco de neve.


É isto uma criança! Continuam na mesma? Sem uma resposta concreta? Pois nós sabemosmuitobemoqueé…é que nós ainda não acabamos de crescer. Não nos está a apetecer. Feliz dia da criança.


(Se o quiserem muito, podem comprá-lo aqui.)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

os meus passos



Ilustração de Madalena Matoso, O Livro da Tila


Os meus passos são de flores.
Eu, uma vez, pisei o sol: mas não o magoei
porque os meus pés são pequeninos.

Vitor Pinho (8 anos)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Bom dia, Crianças!



   

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as coisas existem, que é existindo
Sabe que existir existe e não se explica
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir
Sabe que ser é estar em um ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Arte do Penico

Acordámos com vontade de revisitar um livro. Gostamos tanto dele... Talvez seja a proximidade do Dia da Criança que nos fez lembrar... ou talvez não.  






Como já adivinharam, andámos a folhear o hilariante e inesquecível livro de Jean Claverie e Michelle Nikly, A Arte do Penico.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dia Mundial da Criança...vem aí

O Dia Mundial da Criança aproxima-se e a semana começa a desenhar-se cheia de actividades e eventos destinados aos mais pequenos. Porque a criança é  de todos os dias, aqui nos Hipopómatos todos os dia são da criança. Mas vamos andar por aí...

Ilustração de Costa Pinheiro

O menino aprendeu a brincar 
com as conchas,
com as coroas de limos, 
com os segredos dos búzios,
com os barcos de coral
e com a magia das palavras.
Um dia acordou 
e chamava-se sonho,
um dia cresceu
e chamava-se poesia.

José Jorge Letria, A Ilha do Menino Poeta

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Los Siete Hermanos Chinos

Hoje falamos de Los Siete Hermanos Chinos, ilustrado por André da Loba, num registo um pouco diferente do habitual.

Editado pela OQO Espanha, é um livro que conta a história de sete irmãos chineses, que na verdade são só seis, mas que, no princípio da história, são apenas cinco.

Todos os cinco são exactamente iguais. A mãe, para não se confundir, chama-lhes (a todos, todinhos) Li.
                                     
Com o passar do tempo, os irmãos Li foram arranjando formas de se distinguirem uns dos outros. Esta distinção faz despoletar o enredo deste conto repetitivo em jeito de acrescento. Cada irmão traz um novo sentido à narrativa, contribuindo com a sua particularidade para enganar os tontos que condenam um dos irmãos à morte.


André da Loba ilustra este hilariante conto de Rodolfo Castro, optando pelo uso de duas ou três cores, numa alternância entre curvas e linhas rectas, criando um estilo de estampagem geométrica que resulta lindamente no conjunto da obra. As características dos irmãos são marcadas pelo desenho dos olhos em bico e do chapéu. A diferença de cada um mostra-se pelos pormenores que os acompanham. Deparamo-nos com o recurso à simplicidade, roçando o minimalismo, que certos sinais gráficos estereotipados conseguem traduzir, não caindo, no entanto, no banal.


Psst! OQO, aguardamos edição em Portugal.
Adoramos ver os nossos autores por outras bandas. Encontrámo-lo na Feira do Livro de Bolonha, muito bem acompanhado, como podem ver.