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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Último Conto

Não conseguíamos resistir à tentação de viver, por alguns minutos, o tempo infinito da fantasia.
Também nós, leitores, não resistimos ao misterioso encanto deste livro, escrito por Rodolfo Castro, ilustrado pelo mexicano Enrique Torralba e editado pela Gatafunho.

Jacinto era um bom contador de histórias. A sua voz equilibrava-se entre a serenidade e a fúria.
A final como o escritor,  ele próprio, um bom contador de histórias!

Numa simbiose perfeita, o texto de Rodolfo Castro e as magistrais ilustrações de Torralba, transportam-nos numa viagem enigmática ao universo dos contos. Uma viagem feita de sonhos e de memórias, onde o imaginário e o real tantas vezes se fundem, revelando a alma do contador.

Um olhar introspectivo parece abrir-nos a porta e guiar-nos pelos  caminhos que levam até Jacinto.  

Dele se dizia sempre ter estado ali. Apenas os contos seriam anteriores a ele. E havia ainda quem afirmasse que a árvore, as casas e tudo o resto só existiam porque Jacinto as narrava.
Todos acreditavam que os seus contos seriam escutados para sempre

No seu conto, Jacinto tinha uma porta com sete fechaduras, pela qual só se poderia passar uma única vez...  O Último Conto faz-nos acreditar  na infinitude do que se repete e na grandeza do que se transmite.

De Rodolfo Castro  diz-se que nasceu na Argentina e está em Portugal há cerca de quatro anos. A nós,  parece-nos que sempre cá esteve. Anterior a ele, só mesmo os contos que lhe escutaremos para sempre.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Falta 1 dia...

Foi um ano cheio...em que também nos aventurámos por outros caminhos. Apostámos na formação para todos aqueles que  quiseram juntar-se a nós em torno da paixão pelo livro, pelo conto, pela palavra. Desafiámos um genial contador de histórias,  o Rodolfo Castro, para uma experiência nova. Em Sintra, num espaço familiar, com uma envolvente bucólica, criámos fortes cumplicidades em voz alta.


A aposta está ganha e já pensamos nas próximas... Aqui fica o nosso profundo agradecimento ao Rodolfo por ter arriscado aceitar esta parceria. E, principalmente, pela  entusiasta e  genuína forma como  contagia  todos os que têm o privilégio de se cruzar com ele.


E porque estamos em semana de Hipopómatos, hoje voltamos a revisitar um autor que nos é muito querido e a quem nos sentimos ligados por uma forte paixão que parecemos comungar por hipopótamos, hipopómatos e,


É este inesquecível livro de Álvaro Magalhães, ilustrado pela Danuta Wojciechowska, que preenche este mês, a nossa Memória. Vão até !

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Los Siete Hermanos Chinos

Hoje falamos de Los Siete Hermanos Chinos, ilustrado por André da Loba, num registo um pouco diferente do habitual.

Editado pela OQO Espanha, é um livro que conta a história de sete irmãos chineses, que na verdade são só seis, mas que, no princípio da história, são apenas cinco.

Todos os cinco são exactamente iguais. A mãe, para não se confundir, chama-lhes (a todos, todinhos) Li.
                                     
Com o passar do tempo, os irmãos Li foram arranjando formas de se distinguirem uns dos outros. Esta distinção faz despoletar o enredo deste conto repetitivo em jeito de acrescento. Cada irmão traz um novo sentido à narrativa, contribuindo com a sua particularidade para enganar os tontos que condenam um dos irmãos à morte.


André da Loba ilustra este hilariante conto de Rodolfo Castro, optando pelo uso de duas ou três cores, numa alternância entre curvas e linhas rectas, criando um estilo de estampagem geométrica que resulta lindamente no conjunto da obra. As características dos irmãos são marcadas pelo desenho dos olhos em bico e do chapéu. A diferença de cada um mostra-se pelos pormenores que os acompanham. Deparamo-nos com o recurso à simplicidade, roçando o minimalismo, que certos sinais gráficos estereotipados conseguem traduzir, não caindo, no entanto, no banal.


Psst! OQO, aguardamos edição em Portugal.
Adoramos ver os nossos autores por outras bandas. Encontrámo-lo na Feira do Livro de Bolonha, muito bem acompanhado, como podem ver.