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| Daniel Medina |
sábado, 4 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Ké Iz Tuk? Uma língua para aprender
A princípio estranha-se. Depois entranha-se. Ké Iz Tuk? Ké Iz Tuk? Ké Iz Tuk?
Se a pergunta parece estranha, a resposta não lhe fica atrás... Mei nazé.
É uma história estranha? Sim.
Louca? Sim.
Divertida? Sim.
Irresistível? Sim.
E não conseguimos deixar de pensar o quanto Carson Ellis, a sua autora, se deve ter divertido a concebe-la.
O frutuoso diálogo decorre entre dois insectos. Na origem, está uma pequena planta que brota da terra e que parece despertar a curiosidade de ambos. Mas a língua em que as criaturas se exprimem não nos é familiar. É nova! E o grande desafio que se coloca aos leitores, independentemente da idade e do tamanho, é o de tentar decifrar o que vão dizendo.
Enquanto isso, a planta vai crescendo e preenchendo o extenso espaço em branco com que se iniciou a história, evidenciando o óbvio contraste com os minúsculos animais que ocupavam uma pequena parcela da página direita. Paralelamente, a página esquerda abriga um tronco, aparentemente habitado por uma vizinhança culta e prestável, sendo igualmente cenário para outros enredos que piscam o olho à sagacidade e à atenção do leitor.
A enigmática linguagem vai fluindo ao ritmo das soluções encontradas para a escalada que os nossos empreendedores decidiram iniciar. Provavelmente, tudo teria corrido de forma diferente não fosse esse perigo conhecido de todos, que dá pelo nome de... Nhareto Nhacoso!
O dia e a noite sucedem-se tal como as diversas fases do ciclo da vida. A planta que brotara da terra cresce, transforma-se e acaba por morrer, dando lugar a uma outra. A lagarta que conhecemos no inicio do livro e o atravessa todo no seu casulo, é agora uma borboleta bailarina que celebra a noite na companhia de um charmoso músico.
Não hesitem! Ponham as imaginativas crianças a falar esta língua e surpreendam-se com os resultados! Ké Iz Tuk? Mei tapu genial!
Distinguida há poucos dias com a Caldecott Honor Medal, Carson Ellis agradeceu no seu site o prémio recebido. O Caldecott Committee justificou desta forma a distinção:
"A diverse community of anthropomorphic bugs is intrigued by an unfurling sprout. Carson Ellis deftly depicts the mysteries of life in an imaginary, natural world. Through intricate details and the witty humor of a made-up language, “Du Iz Tak?” is a treasure trove of visual and linguistic literacy."
sábado, 28 de janeiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
A Grande Viagem do Pequeno Mi
Por vezes acontecem coisas inesperadas. Não podíamos estar mais de acordo com o início do livro. Inesperada, ou talvez não, é a forma bela e poética que escritor e ilustradora encontraram para contar esta deliciosa e singular história. Uma ode à imaginação que nos leva por caminhos tão inesperados quanto o final que aguarda o leitor.
Mi só pode contar consigo, já que o pai está a pescar no Alasca e a mãe está a colar selos em cartas. O leitor também não pode ajudar, uma vez que desconhece o "algo" que perdera. E ele, saberá?
Certo é que se não está em casa, só pode ser procurado lá fora. Sozinho, Mi inicia a grande viagem.
E que viagem! Já percorremos vezes sem conta os mesmos caminhos e não nos cansamos! Nem a forte chuvada de bolotas nos desencoraja de, através dos grandes e belos olhos de Mi, ver coisas tão incríveis e inesperadas como uma rã que ensinava a bater palmas em silêncio, um porco entretido a resolver equações matemáticas ou um búfalo vestidíssimo a lambuzar-se... Não, não contamos mais. Deixamos esse trabalho para o leitor.
Dizemos, apenas, que agradecemos que Mi tenha decido enfrentar tempestades e contornar obstáculos. Ele não voltou vazio para casa. E nós, ficámos bem mais preenchidos depois de o conhecer.
Rachel Caiano ilustrou esta viagem de forma sublime e mágica. O seu Mi é inconfundível, remetendo-nos de imediato para o universo da autora. Sobre uma paleta de branco, cinza e preto, a ilustradora usa apenas duas cores, vermelho e amarelo, obtendo um resultado único e de rara beleza. Nada a que não nos tenha já habituado.
Para quem conhece Sandro William Junqueira, de quem lembramos A Cantora Deitada, a sua escrita poética não é, de todo, surpreendente. Do encontro dos dois, surge um livro que, cá dentro, foi, seguramente, um dos de que mais gostámos em 2016.
Por isso, é com enorme alegria que os Hipopómatos anunciam a sua apresentação, seguida da Inauguração da Exposição das Ilustrações, no próximo dia 11 de Fevereiro, pelas 15.30. Estaremos à vossa espera, na Casa dos Hipopómatos, na Biblioteca Municipal de Sintra.
domingo, 22 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Leituras de Fora
"The most beautiful sound", the koto player said, "is the sound of ma, of silence".
The Sound of Silence é o livro em destaque, esta semana, na Casa dos Hipopómatos.
Escrito por Katrina Goldsaito, ilustrado por Julia Kuo e editado pela LB, Little, Brown and Company, o livro fala de algo que parece rarear nos dias de hoje, o silêncio. O rapaz protagonista da história desperta para ele quando, no caminho para a escola, se cruza com uma mulher tocadora de koto, o tradicional instrumento japonês.
Sem barulho, venham até cá conhece-lo!
sábado, 7 de janeiro de 2017
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