De braços abertos | Antonio Rubio e Maria Girón | Kalandraka
Abrir o livro é abrir a porta de uma escola que gostaríamos que fosse modelo para todas as outras. Escola também é casa e esta é para todos. Independentemente da origem, do nome, da cor da pele, crianças dos 4 cantos do mundo convivem felizes, partilhando os dias e as aprendizagens.
Há cores da pele tal qual o barro, cores de um crescente arco-íris, cores de vento, chuva, sândalo.
Há por aqui crianças felizes que partilham jogos, músicas, sabores, costumes... porque a riqueza do mundo mora nesta multiculturalidade e na diversidade que ela oferece.
Há idiomas da noite, sossegados, idiomas altos, leves, escondidos, idiomas que são ritos, luas, cânticos.
Há toda uma celebração da vida, evidenciando a esperança num mundo livre, povoado pela união e pela igualdade. E, como que para dissipar descrenças, Rubio relembra-nos que as criaturas marinhas e as aves migratórias atravessam oceanos e céus sem fronteiras que limitem a sua liberdade.
Há cabelos escorridos ou encaracolados, cabelos como nuvem ou como trigo, cabelos em carapinha ou estremunhados.