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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

It isn't Rude to be Nude. E se um livro por dia fôr uma vacina contra a pandemia?


 12. It isn't Rude to be Nude | Rosie Haine | Tate

A nossa sugestão de hoje é um livro que ainda não chegou a Portugal, mas que muito gostaríamos de ver por cá! O selo aposto na capa não deixa margem para dúvidas: Contains nakedness - and that's ok.

A capa do livro, sem necessidade de qualquer imagem, vale por si. Quando o abrimos, sabemos de imediato que este é um lugar onde se celebra a nudez, a diferença, a beleza. Um desfile de maravilhosos desenhos de corpos. De todas as formas e tamanhos. De todas as cores e idades.

Com uma inesperada simplicidade, o livro surge como uma espécie de manual de corpos humanos onde parecemos estar todos retratados. Todos iguais, todos diferentes. 

De diversas formas, Haine diz-nos que todos os corpos são bonitos, independentemente do seu aspecto. Que interessa a idade, o peso, a forma? Será sempre o teu corpo.















O envelhecimento é inevitável. Os sinais começam a aparecer. Algumas coisas mudam mais rapidamente do que outras. Mas há as que nunca mudam. Afinal, todos temos rabo e mamilos.  A nudez nunca será feia.















Esta é uma deliciosa abordagem de uma temática tantas vezes ocultada às crianças. Este é o lugar certo para entrar de mãos dadas com elas,  deixem as roupas e as ideias pré-concebidas à porta. Aqui, facilmente, nos encontramos. Elas identificarão amigos, pais, avós... numa celebração do respeito pelas diferença. 
















No seu álbum estreia, Haine deslumbra leitores de todas as idades. Os desenhos com que nos brinda são intensos, simples, belos, verdadeiros. Como é a própria nudez. 

terça-feira, 7 de março de 2017

The Museum of Me. Leituras de Fora


The Museum of Me, de Emma Lewis, vencedor do Prémio Bologna Ragazzi Opera Prima 2017, é o livro da semana na Casa dos Hipopómatos.


Emma Lewis oferece-nos uma criativa e inovadora viagem pelos museus. O conceito de museu e a sua diversidade coabitam aqui numa estreita relação com a pessoa do visitante. Nas palavras do júri de Bolonha, o livro explora o conceito de um museu fazendo referência ao «eu».



E continua: 
As criativas ilustrações em técnica mista oferecem uma gama de imagens intrigantes e provocadoras para exploração do leitor. Para além de uma perspectiva geral, o livro apresenta também pormenores curiosos. As bem urdidas ilustrações surgem como o produto da imaginação independente do artista, não na forma de imagens que visam atender a uma particular exigência do mercado. 


O livro explora a ideia tradicional de um museu, mas faz também referência ao «eu» como a fonte de coisas interessantes, encorajando os leitores a olhar e a pensar no que as coisa que têm à sua volta dizem de si mesmas.
(Tradução dos Hipopómatos)


Vai uma visita?  Ao The Museum of Me e à Casa dos Hipopómatos!

domingo, 15 de dezembro de 2013

THE SUN IS YELLOW

Hoje, no nosso saco... The Sun Is Yellow.


Dia 1- Virginia Wolf, Kyo Maclear e Isabelle Arsenault, Éditions de la Pastèque.
Dia 2 - Jane, le renard & moi (versão francesa), Isabelle Arsenault e Fanny Britt, La Pastèque. 
Dia 3 - MAMÃ, Mariana Ruiz Johnson, Kalandraka. 
Dia 4- O SENHOR PINA, Álvaro Magalhães, desenhos de Luiz Darocha, Assírio & Alvim.
Dia 5- THE DARKLemony Snicket e Jon Klassen, Orchard Books.
Dia 6- O livro do ano, Afonso Cruz, Editora Objectiva.
Dia 7- FOG ISLAND, Tomi Ungerer, Phaidon.
Dia 8- IRMÃO LOBO, Carla Maia de Almeida e  António Jorge Gonçalves, Planeta Tangerina.
Dia 9- Le ChaperonJimi Lee, Grandir.
Dia 10- A menina de vermelhoAaron Frisch e Roberto Innocenti, Kalandraka.
Dia 11- OUVRE CE PETIT LIVRE (versão francesa), Jesse Klausmeier e Suzy Lee, Kaleidoscope. 
Dia 12- ESTE ALCE é MEU, Oliver Jeffers, Orfeu Negro.
Dia 13- THE DAY THE CRAYONS QUIT, Drew Daywalt e Oliver Jeffers, Harper Collins.
Dia 14- UMA ONDA PEQUENINA, Isabel Minhós Martins e Yara Kono, Planeta Tangerina. 
Dia 15- THE SUN IS YELLOW,  Kveta Pacovska, Tate.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

The Sun Is Yellow

Começamos a semana com um convite. Venham ver a "lua vermelha" da Kveta Pacovska. 


Está no seu último livro, The Sun is Yellow.


Uma viagem mágica ao mundo da cor que desafia os sentidos das crianças. E os nossos! Abrir o livro é como entrar numa exposição de arte. Mas numa exposição interactiva, onde a criança, para além de ver, pode tocar, brincar, sentir e imaginar!


O livro possui  um elevado número de abas para levantar, rodas para girar, janelas e portas para abrir ... e muito, muito para descobrir!  Mas não, não é igual a muitos outros. Porque a arte de Kveta Pacovska é única!


No momento de deixar a exposição, sairemos sempre rendidos à sua arte e intensamente apaixonados pelo que vimos. Kveta é uma das nossas autoras preferidas, já o afirmámos aqui.  A sua arte é inigualável e no seu universo, o livro (infantil) adquire uma outra dimensão. Infelizmente, continuamos a não ter os seus livros traduzidos em português.


Não deixem de ver a entrevista, imperdível, que em Fevereiro deu à Revista Emilia.  Perguntaram-lhe o que gostaria que os leitores sentissem depois de ler, ver e tocar uma de suas obras. Kveta respondeu: "(...) Eu desejo que as ame, as toque e as torne suas".


É tudo o que nós desejamos e gostamos de fazer!