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| Ronald Tolman |
domingo, 15 de abril de 2018
sexta-feira, 13 de abril de 2018
Le Renard et L'Aviateur. Leituras de Fora
Le Renard et L'Aviateur, com texto de Luca Tortolini e ilustrações de Anna Forlati, editado pelas Éditions Notari, é uma história maravilhosa sobre a confiança e a amizade que podem pautar o relacionamento entre os homens e os animais.
A história é narrada por uma raposa que nos conta a sua ligação com um amigo muito especial, um aviador de nome Antoine. Passando-se numa época de guerra, desde logo intuímos que a história é inspirada na figura de Saint-Exupéry, ele próprio piloto de guerra.
O encontro dos dois acontece quando o avião de Antoine tem um acidente e irrompe pela floresta, atingindo a raposa. A desconfiança inicial desaparece quando o animal, habituado a ser maltratado no seu próprio habitat, recebe os cuidados e a atenção do aviador. A amizade e a confiança saíram reforçadas e os dois partiram à descoberta do mundo. Em momento algum, a raposa duvidou do seu amigo, continuando à sua espera, mesmo quando ele já não pôde voltar.
As ilustrações de Anna Forlati são de uma beleza extraordinária. A paleta de cores escolhida parece abraçar o texto poético de Tortolini, provocando no leitor um estonteante desejo de apanhar boleia.
quinta-feira, 5 de abril de 2018
A Orquestra. Uma Volta ao Mundo à Procura dos Músicos
Música, maestro! É tudo o que não podemos dizer quando, a uma semana de um grande concerto, os músicos da orquestra decidem ir todos de férias. Os simpáticos postais que vão escrevendo elucidam sobre o seu paradeiro: Islândia, Tóquio, Egipto, Istambul, Porto, Abidjan... E esclarecem o leitor sobre quem é quem, depois de este ter visto, nas guardas do livro, os músicos e os respectivos instrumentos musicais que tocam.
O subtítulo deixa antever um pouco do que nos aguarda, uma vez aberto o livro. Mas o desafio é de monta. Chloé Perarnau, a autora deste álbum, recentemente editado entre nós pelo Planeta Tangerina, propõe-nos uma dupla descoberta. A dos lugares por onde passamos nesta volta ao mundo e a dos músicos que por lá se passeiam.
Um concerto sem músicos não é possível. Determinado, o maestro segue no encalço dos seus 22 magníficos. Reuni-los a tempo do grande concerto é a tarefa a que se propõe. Com ele seguem o seu assistente, um divertido pássaro amarelo e os leitores. Começa aqui uma espécie de jogo bem ao jeito do conhecido Onde está o Wally.
A cada dupla página deste álbum de grande formato corresponde um lugar, recheado de múltiplos e maravilhosos detalhes identificativos. As pessoas, as roupas, as casas, os monumentos, os animais, os letreiros, a língua em que estão escritos... levam-nos a querer adivinhar onde estamos, mesmo antes de ler o postal. Aposto no canto superior esquerdo, a sua leitura acaba por ser determinante para sabermos que músico ou músicos procuramos.
Para os mais pequenos, o livro revela-se um jogo cheio de encantos e desafios infindáveis que desemboca no concerto final. Chegado o grande dia, assistimos, então, ao espectáculo. Nós e o público, composto por pessoas e animais de todas as paragens por onde andámos. E, claro, o dito pássaro amarelo.
Encontrar os 22 músicos espalhados pelo mundo não é tarefa fácil. Nem para o maestro, nem para os leitores. Por isso, as guardas finais acolhem as soluções dos desafios que ao longo do livro são lançados. Agora sim, podemos dizer: Música, maestro! E aplaudimos de pé.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Dia do Livro Infantil. Oferecemos Boleia!
Viajamos através do único meio capaz de nos levar a qualquer lado, o LIVRO.
Fátima Afonso Reinis Petersons
Hoje, celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil. O mesmo em que Hans Christian Andersen nasceu.
Aqui, onde o Livro Infantil é coisa de todos os dias, estamos em festa! Juntem-se a nós e celebrem.
Fátima Afonso Reinis Petersons
Hoje, celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil. O mesmo em que Hans Christian Andersen nasceu.
sexta-feira, 23 de março de 2018
quinta-feira, 22 de março de 2018
Começa numa Semente.
Começa numa semente. Mas o que será, mais à frente? Uma raiz, um rebento, algumas, poucas folhinhas.
Podia ser apenas mais um livro informativo. Sobre árvores, sobre a natureza. No caso, sobre uma espécie específica, a acer pseudoplatanus, vulgarmente conhecida como "bordo", cujas sementes são apelidadas de "helicópteros" pelo facto de rodopiam no ar, ao cair.
Mas o resultado do encontro entre o texto de Lara Knowles e as ilustrações de Jennie Webber é muito mais do que isso. Uma encantadora e poética abordagem sobre o ciclo da vida, o papel das árvores no ecossistema, a sua relação com a natureza.
Página a página assistimos ao crescimento da semente. Acompanhamos o seu percurso desde o momento em que cai na terra até à idade adulta, em que se transforma numa árvore grandiosa.
Como pode uma plantinha (assim tão pequenininha) tornar-se uma árvore GIGANTE, por demais impressionante?!
O decurso do tempo é algo intimamente ligado ao seu crescimento e as ilustrações de Webber, com recurso à técnica da gravura, meticulosamente feita à mão, dão-nos conta disso mesmo, revelando a passagem das várias estações do ano.
Demora muitos verões, outonos e primaveras.
Tão fascinante como o crescimento da árvore é o da vida em seu redor, proporcionando ao leitor o espectáculo da diversidade que ela consegue abrigar.
Crescem fortes os seus ramos, que dão sombra e abrigo: uma casa onde os animais se sentem fora de perigo.É mais do que uma árvore. É um mundo maravilhoso, com multidões de bichinhos, esquilos e passarinhos, besouros e bicharocos.
quinta-feira, 15 de março de 2018
Sonho
No sonho não há impossíveis. O trabalho de Susa Monteiro parece dizer-nos isso mesmo.
A dimensão onírica da história é revelada ao leitor através de soberbas e belas ilustrações, dignas de figurar em qualquer museu.
Pintada com cores fortes e intensas, a selva é o cenário que acolhe o sonho. Aqui, observamos cada árvore, tocamos os frutos, impregnamo-nos de todos os cheiros.
Por entre cometas e estrelas, pelas profundezas do mar, por ilhas encantadas, vulcões, terra por desbravar. Uma viagem feita a dois. E onde a autora parece querer deixar ao leitor a interpretação de toda a simbologia que a história comporta.
As cores, os rostos, os animais pintados por Susa invocam-nos algumas obras de Paul Gauguin de que tanto gostamos. Mas não nos deixam esquecer que esta é uma ilustradora portuguesa. É nossa!
O destino revela-se uma casa misteriosa habitada por pinturas pré-históricas que, depois de visitadas, parecem ganhar vida própria e reconhecer a essência da liberdade.
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