quarta-feira, 11 de junho de 2014

Grandes Livros Para Gente Pequena II

 10 patinhos de borracha

Perguntamos muitas vezes de onde vem a inspiração de um escritor. Como terá nascido esta ou aquela história? 


Neste caso, o próprio Eric Carle mostra a sua fonte de inspiração: a notícia, na década de noventa, de milhares de bonecos de borracha caídos ao mar durante uma tempestade. Baseado nela, construiu esta magnífica história, cujo resultado final é, talvez, um dos seus livros de que mais gostamos. 


Os eleitos de Carle são 10 patinhos de borracha que acompanhamos desde o nascimento, na fábrica,  até ao transporte até ao porto e, obviamente, após o naufrágio. Seguimos-lhes o rasto e a sorte que lhes coube em alto mar.


Este é o pretexto para uma história onde cabem múltiplas abordagens que vão desde o tempo, espaço e distância até aos números e às cores. À boleia de tudo isto, surgem ainda diversos animais marinhos e a identificação de características próprias que deliciam os mais pequenos.


Do 1º ao 10º, ficamos a saber qual a direcção que cada um tomou e com quem se cruzou. O fenómeno da repetição, tão do agrado da pequenada, não passa despercebido e verifica-se a cada página: 
O 1º patinho de borracha  afasta-se para oeste e encontra um golfinho, 
O 2º patinho de borracha afasta-se para este e...




Eric Carle dispensa apresentações. The Very Hungry Caterpillar, traduzido em cerca de trinta línguas, é o livro mais conhecido deste nome maior da literatura infantil que conta mais de setenta livros editados. O universo da cor é o primeiro pensamento que nos ocorre quando falamos da sua obra. As cores fortes e brilhantes, a mestria das colagens e uma genuína simplicidade são traços identificadores do seu trabalho. 


Para  Eric Carle,  ilustrar é uma forma de expressar sentimentos. Talvez por isso, os seus livros evidenciem uma  elevada sensibilidade, geradora de um fenómeno  empático nas crianças que o lêem.
O final da nossa história não é excepção. Não, não revelamos... Dizemos apenas que o décimo patinho é um sortudo.  Nós também! Por podermos navegar com as nossas crianças pelo mar de Eric Carle. Imperdível!

 Aviso: Este patinho de borracha conserva ainda, em perfeito estado, o seu dispositivo sonoro.Quic! Quic!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Grandes Livros Para Gente Pequena


Um luxo! É o que nos apetece dizer sobre as últimos livros editados entre nós, destinados aos mais pequeninos. Parecem ter chegado todos ao mesmo tempo! Quase sem darmos conta,  em pouco mais de um mês, publicaram-se livros com a assinatura dos consagrados  Eric Carle  e Leo Lionni, da conceituada Beatrice Alemagna e da talentosa Madalena Moniz.
São tão fabulosos que até nos apetece voltar a ser pequeninos. Vamos abri-los? 

I. Boa viagem bebé!


Pequeno, cartonado, de cantos arredondados, com uma paleta de cores suave e suficientemente apelativa para os seus destinatários. Lá dentro, reconhecem-se fácil e imediatamente os objectos de todos os dias. Ou de todas as noites. Biberão, chucha, livro, roca, brinquedos vários... 


Uma alegoria à hora de ir para a cama e aos rituais que a precedem, aqui relatados em forma de preparativos para uma grande viagem. É o próprio viajante, ou melhor, o bebé, quem assume o protagonismo e nos vai revelando o que a mala deve conter. 


Os objectos que recolhe para o acompanharem são facilmente reconhecíveis pelos seus pares. Biberão, chupeta, o peixinho, o livro preferido...


A bem da rotina, a viagem inicia-se todas as noites à mesma hora. Numa atmosfera  tranquila e ternurenta, todos parecem conhecer de cor os seus papéis. Enquanto o nosso protagonista selecciona calmamente os pertences que o vão acompanhar na viagem,  ao papá compete a muda da fralda e vestir-lhe o superfato da viagem. Leia-se pijama!


À mamã compete assegurar o meio de transporte. O melhor do mundo, o colo! 


Depois das despedidas e do desejo de boa viagem,  é chegado o momento da mamã ligar o motor... A viagem ao mundo dos sonhos inicia-se agora. Também nós dizemos boa viagem bebé! 


Este é um livro com a assinatura da conceituada Beatrice Alemagna, recentemente editado pela Orfeu Negro.


Um livro que tem tudo para se tornar o preferido dos bebés na hora de viajar! E que nos delicia ainda com esse fantástico pormenor do bebé ter eleito como livro preferido o... Curiosos? Ah, também é um dos nossos preferidos! Descubram, descubram!
Aviso: Este bebé também tem o hábito de dormir nas Feiras do Livro.
II. Números e Cores 

Igualmente cartonados e com cantos arredondados, o tamanho reduzido adequa-se na perfeição às pequenas mãos dos seus leitores.  Números e Cores, de Leo Lionni, chegaram para se juntar aos outros títulos da série protagonizada por Frederico, a célebre personagem criada por Lionni,  que a Kalandraka vem editando. 


De 1 a 10, as crianças vão vendo surgir situações do dia a dia, com as quais se identificam facilmente:  brincadeiras, jogos, amizades... 


Em Cores, os familiares bichinhos vão aparecendo em tons diversos, sempre associados a objectos ou sensações que os mais pequenos reconhecem.


Sim, crescer com o autor de Pequeno Azul e Pequeno Amarelo é um luxo! Um luxo que todas as crianças deveriam experimentar! O bebé da Beatrice Alemagna não tem dúvidas a esse respeito...

1, 2, 3... contamos outra vez?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Inventário das Árvores

Ainda andam lá fora, na Feira? Então, aproveitem e juntem ao magnífico livro do Planeta Tangerina, de que falámos aqui, este precioso Inventário das Árvores da Kalandraka.


Agora já não têm desculpa para não sair por aí com a criançada e observar bem de perto a mãe natureza. Muito menos, viver aqueles momentos atrapalhados de os miúdos perguntarem o nome de uma árvore e não lhes sabermos responder. 


Com a prévia garantia de que vão adorar conhecer cada detalhe da identidade das árvores nele referenciadas. O nome científico, o tipo de folhagem e de floração, a altura, a longevidade... são algumas das caracteristicas que aqui encontramos.   

 
 
  

Dividido em três partes: as folhosas, as coníferas e as palmeiras, o livro contém  57 espécies de árvores e arbustos de todo o  mundo. 


Com texto de Virginie Aladjidi e ilustrações de Emmanuelle Tchoukriel, este inventário ilustrado revela um fabuloso trabalho a nível das imagens. Logo no prefácio, podemos ler que a ilustradora, formada em desenho científico, representa-os (árvores e arbustos) com a precisão e arte dos naturalistas dos séculos passados. 


O traço a preto das suas imagens foi feito a rotring e a tinta da China,  e as suas aguarelas articulam-se com as tintas e as transparências, restituindo na perfeição as diferentes texturas e a diversidade das cores.


Por aqui, o Inventário está sempre à mão. Sempre  que podemos, partimos com ele lá para fora. Não querem vir?