Enrique Torralba
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
O Último Conto
Também nós, leitores, não resistimos ao misterioso encanto deste livro, escrito por Rodolfo Castro, ilustrado pelo mexicano Enrique Torralba e editado pela Gatafunho.
Jacinto era um bom contador de histórias. A sua voz equilibrava-se entre a serenidade e a fúria.
A final como o escritor, ele próprio, um bom contador de histórias!
Numa simbiose perfeita, o texto de Rodolfo Castro e as magistrais ilustrações de Torralba, transportam-nos numa viagem enigmática ao universo dos contos. Uma viagem feita de sonhos e de memórias, onde o imaginário e o real tantas vezes se fundem, revelando a alma do contador.
Dele se dizia sempre ter estado ali. Apenas os contos seriam anteriores a ele. E havia ainda quem afirmasse que a árvore, as casas e tudo o resto só existiam porque Jacinto as narrava.
Todos acreditavam que os seus contos seriam escutados para sempre.
De Rodolfo Castro diz-se que nasceu na Argentina e está em Portugal há cerca de quatro anos. A nós, parece-nos que sempre cá esteve. Anterior a ele, só mesmo os contos que lhe escutaremos para sempre.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Ilustrarte 2014
Está aberta a Ilustrarte 2014!
Este ano, as ilustrações moram em coloridos blocos gigantes feitos de espuma! Para além do sóbrio efeito estético, que confessamos ter gostado, a fórmula encontrada permite-nos uma magnífica e fácil visibilidade dos trabalhos expostos. Oh, e não resistimos a baixar-nos várias vezes, depois de termos descoberto a insonorização que proporcionam!
José Jorge Letria é, este ano, o escritor homenajeado. Como habitualmente, há uma exposição retrospectiva do trabalho de um ilustrador. A Martin Jarrie sucede agora a italiana Chiara Carrer, uma ilustradora com lugar cativo nos Hipopómatos. Podem ver aqui.
A alemã Johanna Benz, vencedora desta edição, tentando a língua portuguesa... e o riso de Ana Ventura, uma dos seis ilustradores portugueses seleccionados.
Danuta Wojciechowska e Pierre Pratt, um dos 50 ilustradores seleccionados num universo de 2000.
Joana Paz e a nossa Catarina Correia Marques.
Deixamos aqui um pedacinho do muito que há para ver! Já sabem que é imperdível, obrigatória! Levem as crianças, levem toda a gente!
Aproveitem o fim de semana. Há muitas formas de chegar ao Museu da Electricidade... É preciso é ir!
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
BOA NOITE, MOCHO!
Um passeio pelo campo, o prazer de escutar alguns dos seus habitantes... e, no regresso, a casa fica cheia de cucos, corvos, pintarroxos e outros que tais. Com efeito, durante dias e dias, a criançada imita e repete vezes sem conta os sons da bicharada que habita em Boa Noite, Mocho!
A aparente simplicidade da história é atestada pela existência de uma única árvore como cenário onde se desenrola toda a acção. Mas é uma árvore onde nos apetece ficar todos, pequenos e grandes leitores!
É nela que o Mocho se prepara para dormir quando abelhas, esquilos, pardais e muitos mais começam a chegar... Página a página, os ramos vão sendo ocupados e a árvore vai ficando cada vez mais preenchida, cheia de vida e de habitantes que nos são familiares.
Os olhos do Mocho alertam os mais distraídos para o lado da árvore em que se instalam os recém-chegados.
É nela que o Mocho se prepara para dormir quando abelhas, esquilos, pardais e muitos mais começam a chegar... Página a página, os ramos vão sendo ocupados e a árvore vai ficando cada vez mais preenchida, cheia de vida e de habitantes que nos são familiares.
Os olhos do Mocho alertam os mais distraídos para o lado da árvore em que se instalam os recém-chegados.
Alheios à vontade do Mocho de iniciar o seu sono (dormir de dia não é tarefa fácil...), em cima da árvore cada um parece ter a sua missão. A pequenada vai ouvindo e, algum tempo depois, todos sabem zumbir, grasnar, chilrear, arrulhar...
À medida que vamos lendo a história, parecemos ficar contagiados pelo desejo de manter o Mocho acordado... Os mais pequenos não resistem, como não resistem igualmente a uma boa gargalhada no final.
Ao ritmo de uma onomatopeia por página, quase sem darmos por isso, o conto transforma-se em canto. O fenómeno da repetição, tão do agrado dos pré-leitores, conduz a um jogo de memória revelador de que ninguém perdeu pitada...
Pat Hutchins é uma autora que persiste em encantar-nos com histórias que, envoltas numa aparente simplicidade, se revelam de uma excepcional criatividade. Impossível esquecer O Passeio da Dona Rosa, igualmente editado entre nós pela Kalandraka.
Oh, gostámos tanto que nos aventurámos a procurar mais alguns habitantes para a árvore. Desculpa, Mocho!
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
2014
Estamos de volta, esperando que este seja um ano repleto de boas leituras! Talvez para contrariar a crise, 2013 proporcionou-nos algumas viagens inesquecíveis... Em jeito de balanço, lembramos as nossas escolhas.
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