Mostrar mensagens com a etiqueta Marco Somà. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marco Somà. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

O Vendedor de Felicidade


 






















16. O Vendedor de Felicidade | Davide Cali e Marco Somà | Nuvem de Letras

É caso para dizer que este vendedor era aguardado já há algum tempo e agradecemos à Nuvem de Letras poder agora vê-lo a falar em português. Assinado por uma dupla de peso, que há uns anos nos presenteou com A Rainha das Rãs Não Pode Molhar os Pés , este é um livro deslumbrante, onde as ilustrações de Somà encantam leitores de todas as idades. Nesta história há alguém que decide vender a felicidade em frascos. Pequenos, grandes e de tamanho familiar, há de todos os tamanhos e para todas as necessidades. Abram o livro para descobrir o preço da felicidade e deleitem-se com esta pequena maravilha.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Galinha Ruiva


Chegou A Galinha Ruiva, da Kalandraka. A adaptação do conhecido conto tradicional inglês,  cuja versão mais conhecida entre nós é a de António Torrado,  é da autoria de  Pilar Martinez e ilustrada por Marco Somà. 



Com uma estrutura narrativa simples, baseada na repetição, a história dá corpo ao velho ditado quem não trabuca não manduca. Uma galinha que vive no campo com os seus filhotes encontra uns grãos de trigo e decide semeá-los. 


Para isso, pede a ajuda dos vizinhos: um cão preguiçoso,  um gato dorminhoco e um pato muito malandro. Pouco dados a essas coisas do trabalho, todos recusam colaborar.
A cada etapa do crescimento e transformação dos grãos de trigo, a história repete-se e a Galinha acaba por fazer tudo sozinha. 



Claro que quando o pão fica pronto e o cheiro invade a quinta... eles aparecem! Mas a galinha não tem memória curta e o pão reverte integralmente para as barrigas da casa. 



As ilustrações de Marco Somà, que recentemente ilustrou  A Rainha das Rãs Não Pode Molhar Os Pés, para a Bruaá, traduzem uma linha sequencial do seu trabalho, com semelhanças óbvias entre os dois livros.



A mesma estética é agora utilizada pelo ilustrador para retratar a vida no campo. Com uma predominância de tons ocres, não faltam  os utensílios e a maquinaria típicos da paisagem campestre, dos quais destacamos a fabulosa máquina de semear. 
Também aqui os protagonistas são personagens humanizadas e as ilustrações  estão repletas de magníficas peças de mobiliário e decorativas, desta feita, características da vida no campo. O uso  de elementos comuns aos dois livros parece-nos, aliás, assumido.



O que não falta por cá é gente à espera de comer o produto do trabalho dos outros... Definitivamente, gostamos muito desta Galinha d' armas!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Rainha das Rãs não pode molhar os pés

Porque gostamos tanto de histórias? Talvez porque, ao contrário da vida, podemos começá-las quantas vezes quisermos.

A Rainha das Rãs não pode molhar os pés é uma história que começa duas vezes e tem um final feliz!


Tudo se passa num lago, onde há rãs que passam o dia a fazer coisas de rãs, como saltar e apanhar moscas, dormir a sesta, brincar com libélulas ou cantar...


Subitamente, a  rotina prazenteira dos dias é  interrompida pela chegada acidental de um objecto estranho.  Ao emergir do fundo do lago, uma das rãs traz na cabeça algo pequeno e brilhante, uma coroa. Claro que não é uma coisa muito  normal  entre rãs, e não foi simples perceber do que se tratava. Mas bastou que alguém se lembrasse de opinar para que logo ali fosse aclamada rainha das rãs.


O que faria uma rainha das rãs era coisa que nem a própria sabia. Mas, os conselheiros são uma espécie antiga  e  prontamente surgiu quem soubesse tudo o que uma rainha pode e não pode fazer... 


A vida por ali mudou por completo. O aparecimento da coroa na cabeça da proclamada rainha subverte por completo a vida calma e tranquila do lago. As rãs passam agora os dias a trabalhar arduamente  em prol  da rainha e das suas conselheiras. 


A vida deixa de ser divertida e já ninguém sente vontade de cantar. Uma parábola ao poder e  à forma abusiva como tantas vezes é exercido,  subtil e  inteligentemente contada por Davide Cali, o autor de Eu Espero... e Um dia, Um Guarda-Chuva.


A outra quota no mérito do livro pertence ao ilustrador Marco Somà que, em tons predominantemente sépia e verde seco, nos faz emergir pelo lago,  num ambiente sofisticado e elegante, onde não faltam os  candeeiros  estilo tiffany, os chapéus de palha ou os papillons...


A Rainha das Rãs não pode molhar os pés é um livro feito para uma editora portuguesa. Desta feita, não estamos em presença da tradução de uma obra já existente, mas sim de "fabrico próprio"! Parabéns à Bruaá!

O final? A vitória da inteligência e o regresso da coroa ao lugar onde pertence... e um livro sem o qual poderíamos viver, mas não seria a mesma coisa!