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sexta-feira, 25 de maio de 2018

A Nuvem. Também as há na Feira do Livro

É mais uma sugestão Hipopómatos.


Com chancela da Pato Lógico, texto da estreante Rita Canas Mendes e ilustrações, sempre fabulosas, de João Fazenda, o livro conta a história de uma nuvem que se instalou por cima de uma estrada. Aparentemente, tinha vindo para ficar. Os dias passavam e ela permanecia, acompanhando a própria estrada, como se fosse um caminho de algodão por cima do de alcatrão. O fenómeno só parecia possível porque o vento tinha desaparecido. Os pássaros também. A estranheza não demorou a generalizar-se. O espanto, as interrogações, a inquietude alastraram. Os meteorologistas questionavam-se, as autoridades inspecionavam, os especialistas apareciam... As opiniões eram muitas e a discórdia implantou-se. 


O alarido foi tanto que a estrada acabou por ser fechada. Mesmo fechada, como o comprova a dupla página sem trânsito nem transeuntes. 
Mas, um dia, tudo voltou ao normal e a montanha parecia ter parido um rato. 
Todos os que se tinham sobressaltado com o prodígio tiveram de se desadmirar, desindignar, desamedrontar ou desempolgar, e aceitar a realidade. 


A nossa sugestão é que vão até lá. Admirem-se, indignem-se, amedrontem-se, empolguem-se... o que quiserem. Mas aceitem a realidade: este é um livro para visitar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O Pato (Lógico) "Está De Boa Saúde" e Recomenda-se


O objectivo é chamar a atenção dos mais novos para questões relacionadas com a saúde e enraizar-lhes hábitos de vida mais saudáveis. Geração Saudável é o nome da colecção que dá corpo a um projecto de promoção e educação para a saúde pública desenvolvido pela Ordem dos Farmacêuticos. Com a chancela do Pato Lógico.


Os dois primeiros títulos, Atento ao Medicamento e A Ilha dos Diabretes, são dois magníficos exemplos de como os livros informativos podem ser apelativos e cativantes sem perder de vista o seu principal propósito, informar. E de como nos podem levar a dizer: venham mais! 


Estruturados como histórias, contadas de forma simples e clara, mas inteligentemente construídas, ambos os livros têm texto de Carla Maia de Almeida, que assina o segundo em conjunto com Cristina Cunha Cardoso e Pedro Borrego, e ilustrações de João Fazenda.


Em Atento ao Medicamento, a autora conduz-nos numa visita pelo Bairro Alexandre, que deve ao nome a Alexander Fleming, o médico escocês que descobriu a penicilina. Um lugar com árvores, jardim com esplanada, cafés e lojas... com que nos identificamos logo na primeira página.  A arte das palavras articulada com as deliciosas ilustrações de Fazenda faz-nos prolongar a visita, querendo conhecer cada morador e recanto do bairro. É com naturalidade que chegamos à farmácia, um lugar acolhedor onde todos se encontram. Sorrimos a cada subtileza e, acima de tudo, o nosso conhecimento sobre medicamentos torna-se quase enciclopédico. 



A Ilha dos Diabretes aborda a temática da diabetes, uma doença que afecta milhões de adultos  e crianças em todo o mundo, cada vez mais. Um profundo conhecimento da doença, das formas de prevenção e de tratamento é-nos transmitido através dos diálogos destes dois amigos, o João e a Maria.


Com um grafismo e uma paleta de cores absolutamente deslumbrantes, qualquer um se sentirá orgulhoso de fazer parte desta Geração Saudável. 


Pato, esse, demonstra uma saúde invejável! 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Patologic(o)mente Magníficos

Chegam sempre aos pares! São os livros da colecção Imagens que Contam, editada pelo Pato Lógico


Bernardo Carvalho e João Fazenda são os ilustres contadores que se juntam a André da Loba, Marta Monteiro, Afonso Cruz e Catarina Sobral. Que luxo!


Verdade?! tem a assinatura de Bernardo Carvalho e conta a história de um pescador e do seu cão que vêem uma inesperada tempestade transformar um normal e tranquilo dia de pesca num pesadelo. 


A fúria do mar agiganta-se e os perigos surgem de vários lados.


Por entre monstros marinhos e relâmpagos, tudo parece irremediavelmente perdido. Mas um surpreendente final da história acaba por revelar o contrário. Verdade?! Bom, pelo menos, é o que conta o nosso pescador...


Uma história que nos fez lembrar... as de um velho pescador que nunca nos cansávamos de  ouvir. A intensidade com que as contava levava-nos mar dentro, enfrentando monstros e perigos vários, com a mesma determinação e coragem que sempre lhe encontrávamos na voz. Depois, durante dias, a pergunta roía-nos… Verdade?! 


Praia mar,  mares revoltos... Bernardo Carvalho já nos habituou a deixar-nos sem palavras.


Shall  we dance? 



A pergunta impõe-se assim que abrimos Dança, o livro de João Fazenda.


A vontade é muita, mas não parece suficiente. O contraste é óbvio. Visível  nas formas e nas cores.  Ela é uma exímia dançarina. Ele, o que vulgarmente se chama "pé de chumbo".



O mundo em que vivem não é seguramente pintado com as mesmas cores. O dela é pincelado de cores quentes e alegres. O dele, é cinzento e pesado.


Nada que a música e o amor não consigam transformar...


Shall we dance?


Nós já rodopiamos, à espera do próximo par. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

O Pai mais HORRÍVEL do MUNDO

Há pais fortes como gorilas e alegres como hipopómatos. E que nos fazem rir. Há pais muito fortes e grandes, mas que na hora de ir para a cama... têm medo do escuro! Há pais que escrevem cartas que nos mudam a vida. Há pais que são sofá, motor e até pássaro! 







E há também O Pai mais HORRÍVEL do MUNDO.
 




















Quem o afirma é um "pequeno contestatário" de quatro anos que inspirou o pai,  João Miguel Tavares, a escrever a história. 


Um relato divertido e hilariante que vai revelando a visão do petiz acerca de cenas bem nossas conhecidas do dia a dia...


Entre muitas outras coisas, ficamos a saber que este "horrível papá" só sabe dizer não, que o obriga a trabalharque se farta de gritar com ele, que o mete na cama quando não tem sono e que não o deixa dormir, que não acha graça a nada...
Ao longo do livro, as fabulosas e desconcertantes ilustrações de João Fazenda vão evidenciando, claro,  uma realidade bem distinta...



Não, não dizemos como tudo isto acaba... Mas os vossos filhos vão querer saber, porque este é:

Bom Dia do Pai!