Isabel Hojas, via tierra de hojas
sábado, 11 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
1,2,3, Danuta Wojciechowska
E a ilustradora é... Danuta Wojciechowska!
Obviamente, Danuta! A intensidade das cores e o constante contraste de cores quentes e frias não deixa margem para erro. A sobreposição e intersecção de formas, criando um jogo de transparências e movimentos ondulantes, transportam-nos amiúde para um mundo de ténues fronteiras entre o real e o onírico. A fantástica ilustração integra o próximo livro de Danuta, que chegará às livrarias no dia 20 deste mês.
Os Hipopómatos tiveram o enorme privilégio de ver de perto um pouco do processo de criação do livro que vai ser editado pela Caminho, Um, dois, três, conta lá outra vez!
E apaixonámos-nos por ele. Destinado aos mais pequenos, pois claro, cada número transporta uma simbologia própria, repleta de imaginação e pejada de referências a um mundo que eles tão bem conhecem e que é o das histórias. Mas também às coisas de todos os dias.
Uma deliciosa abordagem dos números, da sua representatividade e importância, que permitirá aos seus leitores, por exemplo, encontrar os sete anões numa casa que é a sua por direito próprio...
"Vês como os números também servem para contar histórias? E falam todas as línguas! São universais: em qualquer parte do mundo, uma criança como tu, consegue ler o mesmo algarismo. Os números estão escondidos em tudo, basta olhar com atenção. Existem nas plantas, nas flores e nos animais, mas também no teu corpo e na tua imaginação. Se aprenderes estes segredos podes usá-los para conheceres todo o mundo à tua volta". É o texto que podemos ler na contracapa.
Um obrigada muito especial à Danuta pela ilimitada disponibilidade em alinhar neste nosso desafio e acima de tudo pela partilha deste magnífico trabalho, que muito nos honrou.
Um, dois, três, dizemos outra vez! Chega dia 20 às livrarias para encantar pequenos e grandes leitores.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Adivinha Quem Eu Sou IV
Hoje é dia de novo desafio! De quem é a ilustração que podemos espreitar pela fechadura?
Já adivinharam? Então brinquem, deixando aqui os vossos comentários!
sábado, 4 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Irmão Lobo
Iniciámos este espaço de leituras para mais crescidos com um livro do Planeta Tangerina, O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca, o primeiro da colecção Dois Passos e Um Salto para adolescentes e leitores mais crescidos. Hoje, falamos do segundo livro da colecção, Irmão Lobo, escrito por Carla Maia de Almeida e ilustrado por António Jorge Gonçalves.
Esta é uma história a dois tempos. Contada por Bolota, ou melhor, Princesa Bolota das Florestas do Norte, herdeira do Clã do Pássaro Trovão, o elemento mais novo dos cinco que compõem a família.
O relato dos acontecimentos vivenciados aos oito anos por Bolota alterna com a memória esbatida, mas já depurada, que, aos quinze, a adolescente guarda deles. A cor diferenciada das páginas, revezando entre o azul e o branco, identifica-nos o presente e o passado da narrativa.
Bolota conta-nos a história do desmoronamento da sua própria família, a viver num país e num tempo, também eles à beira de ruir. É essa galopante viagem, a que chamou A Grande Travessia no Deserto da Morte, que nós, leitores, acabamos por fazer com ela.
A “deconstruçao” desta família, que em tempos aparentou ser feliz, é reflectida nas sucessivas mudanças de casa, sempre para espaços mais exíguos, levando a que algumas coisas vão ficando de fora. Foi o que aconteceu com Malik, o cão, companheiro de quem Bolota se viu separada. Mas também com as cumplicidades de que é feita a harmonia familiar e que levam a Bolota adolescente a interrogar-se se alguma vez teria mesmo existido.
Uma família, afinal,
igual a tantas que conhecemos. De quem Bolota nos fala através de alcunhas, como se de verdadeiros códigos em tempo de guerra se tratasse. Um pai desempregado, desencantadamente
sonhador e que desesperadamente intenta uma fuga em busca do nada. O irmão mais velho, Fóssil, e a eterna problematica
das drogas, uma irmã adolescente que perdidamente tenta encontrar o seu espaço, uma mãe amarga...
A ingenuidade e a pureza dos 8 anos de Bolota, evidenciadas
pelas páginas brancas, aproximam-nos desta criança frágil mas lutadora desde o
primeiro momento. Uma menina que, em cenários adversos, faz fogueiras daquelas
que só funcionam com o pensamento mágico
e que transforma um prato de picanha no Reino da Picalândia...
Que não percebe porque dizem ter nascido “fora de tempo” e que quer tirar a limpo porque será ela o “pombo da
discórdia”.
Uma adolescente que, depois desta Travessia, chega aos quinze anos com o distanciamento necessário para fazer escolhas e se vai
construindo a si própria.
As ilustrações de António Jorge Gonçalves, a preto, azul e
branco, reforçam a atmosfera
triste e nostálgica e acentuam a zona de conflitualidade interior que cada uma
das personagens deixa antever. Um livro intenso, que nos desassossega e que, à
semelhança do que Malik faz com Bolota, nos continua a seguir...
Dele, a autora diz que "este é também um romance on the road." Talvez por isso nos tenha apetecido ler o Irmão Lobo lá fora...
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
O TESOURO L-i-b-e-r-d-a-d-e
As pessoas, quando se encontravam, nos cafés, nos empregos, na rua, falavam baixo, como se alguma coisa, um segredo terrível, as amedrontasse.
No País das Pessoas Tristes, as pessoas não podiam fazer o que queriam nem podiam dizer o que pensavam ou sentiam. E também não podiam conhecer outros povos, vivendo fechadas no seu país, como se ele fosse uma prisão.
Havia polícias por toda a parte que as perseguiam e lhes batiam se elas não dissessem nem pensassem o que eles queriam que dissessem e pensassem.
Os meninos do País das Pessoas Tristes não podiam ouvir as músicas, nem ver os filmes, nem ler os livros e as revistas de que gostavam... Nem sequer podiam beber Coca-Cola, porque a Coca-Cola também era (ninguém sabia porquê) proibida!
As raparigas e os rapazes não podiam conversar nem conviver. Elas não podiam vestir calças nem andar sem meias e eles eram mandados para horríveis guerras em países longínquos e obrigados a matar gente que não conheciam e que nunca lhes tinha feito mal nenhum, e muitos deles morriam lá ou regressavam loucos ou estropiados.
Mas um dia, as pessoas decidiram reconquistá-lo. Era o dia 25 de Abril. Esse dia passou para sempre a chamar-se o Dia da Liberdade.
Depois de Manuela Bacelar e Evelina Oliveira, nesta edição da Assírio &Alvim, é Pedro Proença quem ilustra O TESOURO, de Manuel António Pina. O Tesouro de todos nós.
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