Anthony Browne
sábado, 13 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
O Elefante Acorrentado
Nós, Hipopómatos, congratulamo-nos com a existência de obras de arte que relembram o direito dos animais a uma vida digna. E, não sendo propriamente uma novidade, é uma preciosidade.
O Elefante Acorrentado é um livro que abrimos e partilhamos várias vezes. Por todas as razões. Pela ilustração, de uma qualidade plástica admirável, onde se combinam a aguarela e a colagem num jogo de luz e sombra muito simbólico e nostálgico.
Pelo texto, da autoria de Jorge Bucay, que se traduz numa narrativa de várias camadas, onde o elefante personifica a condição humana subjugada à opressão dos mais fortes.
Pela temática abordada. E aqui falamos directamente do elefante que «…é um animal daqueles capaz de arrancar uma árvore com um simples puxão.» No entanto, o enormíssimo animal não arranca uma simples estaca do chão, à qual se encontra acorrentado.
O elefante está amestrado. Por isso não foge. O narrador, ainda criança, questiona-se sobre este mistério que ninguém consegue desvendar: «Se está amestrado e por isso não foge, porque é que o acorrentam?» A pergunta fica sem resposta.
De uma beleza inquietante, O Elefante Acorrentado remete para o mundo circense, numa leitura em que transparece também o nomadismo. As ilustrações, do argentino Gusti, são enriquecidas com pequenos apontamentos externos à narrativa, destacando-se os selos de correio, todos eles ilustrados com imagens de elefantes. Apaixonante, no mínimo
Sugerimos, para completar esta leitura, uma visita à Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO. Relembramos o Artigo 10º:
1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2.As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
sábado, 6 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Et avant Serge Bloch?
Desde Setembro que o francês Serge Bloch é o Ilustrador convidado do Cria Cria. Devotos do seu trabalho, os Hipopómatos não têm perdido pitada da conversa. E, claro, estão a adorar! Hoje, partilhamos o último livro do ilustrador que há uns meses veio parar à nossa biblioteca.
Uma constante e infinita interrogação sobre as origens do Homem. Assim se poderia definir Et avant, o livro escrito por CharlElie Couture, que Bloch ilustrou.
Uma voz estabelece então um diálogo com o homem, ritmado pela cadência da quase invariável pergunta: e antes, onde estavas? As respostas vão construindo a sua história, que é, afinal, também a do povo judeu. A cada página, remonta-se a um tempo cada vez mais longínquo.
As ilustrações de Bloch, de traço minimalista, emergem em torno de um buraco circular existente no centro de cada página. Elemento visual preponderante, vai-se transformando e ajustando a cada momento da história. Ponto de interrogação, sol, balão, boca, ventre materno...
Simbolizando simultaneamente a passagem para um outro tempo e o próprio meio para voltar às origens, através dele vamos recuando no tempo.
O traço preto e fino da ilustração de Serge Bloch, apenas acompanhado aqui e ali pelo azul celeste, reforça e engrandece o texto poético de Couture.
Este é um livro que põe gente pequena e grande a pensar. Saberemos todos de onde vimos?
Vocês sabem?
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A cantiga do urso
No dia mundial da música, os Hipopómatos sugerem A cantiga do urso. Um livro de Benjamin Chaud, recentemente editado pela Orfeu Mini.
Um urso a actuar na Ópera de Paris? Mesmo no dia mundial da música não deixa de ser surpreendente... Como surpreendente é a louca corrida que faz até chegar aqui e que nos deixa a nós, leitores, absolutamente sem fôlego.
Ainda mais, quando o inicio da história não deixa prever tamanha "correria". À chegada do Inverno, a floresta vive momentos de calma e os seus habitantes preparam-se já para hibernar. Barulho, só mesmo o do ressonar do Papá Urso.
O que pode então ter acontecido para, ao virar da página, encontrarmos o Papá Urso em tamanho "sprint" pela floresta? A única coisa passível de levar um urso a interromper o seu sono: o Pequeno Urso escapulira-se atrás de uma atrevida abelha que por ali passou a zumbir! Onde há abelha...
Em busca do pequenote, Papá Urso sai da floresta e chega às turbulentas ruas de Paris. Nós seguimos viagem com ele por páginas repletas de imagens, tentando desesperadamente descodificar onde pára o Pequeno Urso. É uma espécie de quebra-cabeças, hilariante tanto para pequenos como para grandes.
Nem sempre as cantigas dos ursos são devidamente apreciadas. Mas isso pouco importa numa história com final doce e feliz, bem juntinho ao céu de Paris.
Um magnífico livro, onde a riqueza das ilustrações nos envolve numa parafernália de detalhes que parecem não ter fim. Uma história, onde cabem muitas outras histórias.
Boas leituras e boa música!
sábado, 29 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Capuchinho Vermelho
Modo de preparação? Podem ler na colectânea intitulada Capuchinho Vermelho: Histórias Secretas e Outras Menos, que a Bags of Books editou recentemente.
António Manuel Pacheco, António Mota, Augusto Baptista, Carla Maia de Almeida, Eugénio Roda, Francisco Duarte Mangas, Isabel Minhós Martins, João Manuel Ribeiro, João Pedro Mésseder, Teresa Martinho Marques e Vergílio Alberto Vieira são os autores dos onze textos inspirados no inesgotável conto, popularizado pelos Grimm. A coordenação é de Sara Reis da Silva e José António Gomes e a capa tem a marca inconfundível do Gémeo Luís.
E, por falar na Bags of Books, aqui ficam os parabéns dos Hipopómatos à editora, que abriu no passado dia 15 o seu espaço de livraria em Aveiro. Gigões e Anantes foi o nome escolhido, uma clara homenagem a Manuel António Pina. Já sabem, quando passarem por Aveiro, a paragem é obrigatória.
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