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| Cristina Valadas |
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sábado, 7 de maio de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Poesia, Essa Coisa de Todos os Dias.
O POLIGLOTA
Ele sabe palrar
Cacarejar
Arrulhar
Gorjear
Mugir
Vagir
Zunir
Latir
Berrar
Miar
Bramar
Chiar
Uivar
Ladrar
Rosnar
Grunhir
Zumbir
Rugir
Balir
Zurrar
Coachar
Chilrear
Grasnar
Cricrilar
Crocitar
E também sabe
Falar
Seja a língua que for
Até já o contrataram
Para o jardim zoológico
Como tradutor.
Jorge Sousa Braga, in Poemas com Asas, Assírio & Alvim, 2001
| Cristina Valadas |
quinta-feira, 19 de março de 2015
Poemas à Solta
Sábado, comemora-se o Dia Mundial da Poesia. Aqui, os poemas já andam à solta.
Miguel Ángel Díez
O pesadelo do gambozino
Esta noite sonhei
que um menino dizia
que eu não existia...
Beatriz Osés, in O Segredo do Papa-Formigas, Kalandraka, 2010.
Cristina Valadas
A MOSCA
Deus criou a mosca
Num momento de inspiração
Mas depois esqueceu-se de nos dizer
Por que razão
Ogden Nash, in Poemas com Asas, Assírio & Alvim, 20o9
quarta-feira, 21 de março de 2012
Poesia
Porque hoje é Dia Mundial da Poesia. E porque a poesia é coisa de todos os dias...
As árvores e os livros
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é, copas) e capítulos,
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Herbário, com poemas de Jorge Sousa Braga e desenhos de Cristina Valadas
Assírio & Alvim, 2007
As árvores e os livros
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é, copas) e capítulos,
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Herbário, com poemas de Jorge Sousa Braga e desenhos de Cristina Valadas
Assírio & Alvim, 2007
Como já vem sendo hábito, no sábado, há maratona poética no CCB. Os Hipopómatos recomendam.
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