quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Faltam 2 dias...

Foi um ano cheio... de arte. André da Loba, André Letria, Bernardo Carvalho, Danuta Wojciechowska, Gémeo Luís, Madalena Matoso, Maria Keil, Beatrice Alemagna, Brian Selznick, David Pintor, Joanna Concejo, Javier Zabala ou Kveta Pacovská são apenas alguns dos muitos ilustradores de quem fomos falando aqui. Nunca nos cansamos de repetir  a frase de Pacovská, ilustradora e artista plástica checa,  O livro ilustrado é a primeira galeria de arte que a criança visita.

Kveta Pacovská

A nossa escolha de hoje é um bom exemplo disso. O brincador, de Álvaro Magalhães, uma colectânea que reúne toda a sua obra poética até 2005,  ilustrada pelo artista plástico José de Guimarães. Esta é uma edição de luxo, tanto pela qualidade da obra do poeta como pelo extraordinário  trabalho deste vulto da arte contemporânea. 

Por razões óbvias, Hipopó(matos)tamos é o poema que queremos partilhar.



Hipopótamos

Eles andam como se carregassem
todo o peso do mundo
mas nos seus olhos estão
as leves gotas de orvalho
e cantam mil violinos no seu coração.

Numa noite de luar, se olhares para cima, 
verás como todos os hipopótamos, 
mesmo os do teu livro de gravuras,
vão pelo ar, levíssimos, em direcção ao céu
com as suas asas inesperadas, transparentes.

Não haverá, por fim, nenhum
e ninguém se lembrará que um dia
existiram hipopótamos sobre a terra;
mesmo o seu nome apagar-se-á
da frágil memória dos homens.

Mas eles voltarão
sempre que precisares de ajuda
e, baixinho, disseres o nome
do teu anjo-da-guarda.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Faltam 3 dias...

Foi um ano cheio... de livros e autores com quem costumamos passar muitas horas do nosso tempo. António Torrado, Eugénio Roda, Isabel Minhós Martins, Jorge Sousa Braga, José António Gomes, Manuel António Pina, Mário Castrim, Rita Taborda Duarte, Isabel Minhós Martins, Matilde Rosa Araújo são apenas alguns dos muitos nomes que, cá dentro, nos fizeram companhia. 

De fora, vieram visitas tão ilustres como Anthony Browne, Maurice Sendak, Shaun Tan, Leo Lionni, Kveta Pacovská, Roald Dahl, Serge Bloch, Tomi Ungerer, Wolf Erlbruch, Beatrice Alemagna ou Oliver Jeffers. 


Na semana em que comemoramos o nosso primeiro aniversário, lembrámo-nos deste pequeno grande livro de Álvaro Magalhães, ilustrado por João Machado. São quinze curtas e deliciosas histórias, cujos protagonistas são pequenos animais como pulgas, baratas, mosquitos e outros que tais. Ah, mas pelo meio, aparece... aparece... um hipopó(mato)tamo enorme!!! O bicharoco andava a fazer dieta e queria, a todo o custo, aparecer no livro...

E como o autor faz parte de um grupo ameaçado, os que acham que as promessas são para cumprir, aqui está o nosso amigo.

Já agora, façam-nos um favor: juntem-se a nós esta semana! Digam-nos qualquer coisa,  nem que seja "olha que morfigas tão pequenas"... 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Faltam 4 dias...

Na próxima sexta-feira,  os Hipopómatos  comemoram o seu primeiro aniversário! Durante 366 dias , partilhámos aqui as nossas escolhas, deixámos sugestões, falámos de paixões... Confessamos, sempre com uma imensa vontade de vos contagiar! 
Foi um ano cheio... em que nos esforçámos para explicar este nome que temos! Muitas foram as vezes em que dissemos, "NÃO, NÃO É HIPOPÓTAMOS, mas sim HIPOPÓMATOS!" 


domingo, 11 de novembro de 2012

Anthony Browne

Na maioria das vezes, quando as pessoas visitam um museu ou galeria de arte, perdem mais tempo a ler a explicação de um quadro do que a observá-lo. 
As palavras são do laureado Anthony Browne, autor e ilustrador de uma vasta obra na área da literatura infantil.


Coleccionador de um invejável número de prémios,  entre os quais o Prémio Hans Christian Andersen, em 2000, Browne atribui o sucesso do seu trabalho ao facto de as crianças serem observadores bem mais inteligentes, imaginativos e sensíveis do que os adultos podem supor.


Mais do que observadores dos seus livros, Os Hipopómatos são incorrigíveis  consumistas do seu trabalho. Um trabalho em que predomina a componente plástica, onde os elementos pictóricos e as referências culturais se combinam proporcionando enriquecedoras formas de leitura.  Através de Browne, a dupla leitura de palavras e de imagens ganha uma nova dimensão.


Os primatas são a imagem de marca do universo browneano. O autor exalta o contraste entre a "força bruta" que lhe intuimos e a gentileza que efectivamente os caracteriza. Destaca a similitude dos traços e rugas com o envelhecimento do rosto humano e o carácter universal que "assegura que todas as crianças se possam identificar com eles, e não só as pessoas de certa idade, época ou raça."



Personagens humanizadas na maior parte dos seus livros,  nutre por eles um fascínio confesso, a que não é alheia a memória do pai, homem de aparência forte e confiante mas ao mesmo tempo, tímido e sensível.

Num mundo muito seu, genialmente retratado, o pendor e a influência dos pintores surrealistas, dos quais se destaca o belga René Magritte,  são uma evidência na obra de Anthony Browne.

Outra evidência, que muito nos alegra,  é a recente edição pela Kalandraka  de mais dois livros de Anthony Browne.


Dois fantásticos álbuns, onde os mais pequenos podem deliciar e ginasticar os sentidos. Como Te Sentes, numa magnífica simbiose entre palavras simples e imagens, é uma espécie de viagem pelas emoções infantis. Feita por esta simpática personagem, cujas expressão e atitude vão mudando consoante os sentimentos que vai exprimindo.


Em Um Gorila, um livro para aprender a contar, Browne atinge um realismo que roça a perfeição. A inevitável empatia que se cria entre estas criaturas e o leitor perdura muito para além do acto de fechar o livro. Fazendo o que tanto gosta, o autor evidencia similitudes, revela-nos expressões e afectos, relembra espécies ameaçadas.



 E não hesita em "dar a cara" por uma causa que sempre foi a sua,


e que, às vezes, esquecemos que é de todos.


Anthony Browne é um dos ilustradores que integram a exposição da Gulbenkian, Um chá para Alice. Voltaremos a ele. Até lá também podem  bisbilhotecar.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Histórias em Sintra II

Foi assim que, ontem, em Sintra, iniciámos a primeira sessão dos Primeiros Contos do Mundo, com o Rodolfo Castro.


O Rodolfo é um comunicador nato e um contador de excelência. Estes são os ingredientes que conferem às suas formações a qualidade que lhes reconhecemos. Os Hipopómatos acrescentaram mais uns quantos, como as castanhas e as compotas caseiras, para o acolher e a todos os que quiseram participar desta nossa iniciativa.


Gostámos muito deste final de tarde em que sentámos um grupo de pessoas à volta da mesa para partilhar livros,  histórias e saberes.


A próxima sessão? É já terça-feira, dia 13.





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Histórias em Sintra

Amanhã há histórias em Sintra. Pela voz do escritor e contador Rodolfo Castro.

É um pequeno curso, de quatro sessões, organizado pelos Hipopómatos. E por ser o primeiro, andámos numa azáfama a preparar alguns "mimos" para quem vier até cá.


O resto não mostramos, porque adoramos surpresas! Ainda há vagas, podem inscrever-se aqui ou enviar email para hipopomatos@gmail.com. Ficamos à vossa espera.